NOTÍCIAS DA LUSOFONIA

segunda-feira, 29 de março de 2010

HOMENAGEM AO MÊS DA MULHER

AQUI TRANSCREVO A POSTAGEM DE ONTEM (28) NO BLOG DA POETISA POTIGUAR  FLAUZINEIDE MOURA ( NEIDINHA MOURA) DIVULGANDO UM POEMA DE MINHA AUTORIA.


As homenagens de março vão para as escritoras potiguares, cada dia uma fará este espaço cheio de encantamento e letras. Hoje é Ceicinha Câmara.

Ceicinha Câmara é poeta potiguar, 
radicada em Vila do Bispo-Portugal.

POESIA SINCERA

Nada de bom nos reservou a vida
Só desilusões,
desenganos e espinhos
Sem saber ou não, se vamos ser padecidas
Se alguém atravessar o nosso caminho. 
Somo seres humanos
Que tem nome, que tem coração
Que tem dentro de si vários oceanos
Feitos de ternura, luta e perdão!
O que é que a gente não faz por amor?
Às vezes somos incompreendidas
Somos castigadas com pudor
Por querer realizar nossas fantasias.
Será que sempre vamos sofrer?
Não. Também vamos ter felicidade!
Eu sinto que na nossa alma vai crescer
Um rosto amado cheio de saudade!






Ceicinha Câmara (*)



DESCOBRINDO A CIDADE DE LAGOS

UMA DAS MAIS LINDAS CIDADES
DA REGIÃO ALGARVE
SUL DE PORTUGAL





Período pré-histórico e romano


Lagos é uma antiga cidade marítima com mais de 2000 anos de história. O nome Lagos é de origem celta e provém do nome primitivoLacobriga. Lagos foi um povoamento dos cartagineses, que contrataram tribos celtas para combater os Romanos (as Guerras Púnicas). Mais tarde foi povoado pelos Romanos, tornando-se a província romana da Lusitânia. Alguns vestígios romanos ainda se encontram em Lagos e nos seus arredores. Quintus Sertorius, um general romano rebelde, com a ajuda dos Lusitanos de Lacobriga, combateu com sucesso o exército de Q.Caecilius Metellus Pius, perto do Monte Molião. Lacobriga já era um porto importante na época.





A actividade principal na região é o turismo, pois Lagos dispõe de maravilhosas praias, extensas e de areia dourada, que são o seu principal atractivo turistico.


A história gloriosa de Lagos esteve sempre ligada ao mar. Foi aqui que, no séc. XV, o Infante D. Henrique, “O Navegador”, equipou as suas caravelas e abriu o caminho para os grandes descobrimentos. Assim, o pequeno porto de Lagos tornou-se numa janela para o mundo e num ponto de encontro das rotas marítimas internacionais, onde os caminhos de muitas culturas cruzavam-se.




Período Mouro


A cidade foi ocupada no século VI pelos Visigodos do Reino de Toledo e mais tarde pelos Bizantinos. Os Mouros vieram no século VIII. Mudaram o nome da cidade para Zawaia (que significa Lago). Fazia parte da região costeira do al-Gharb (de onde provém o nome Algarve). Os Mouros fortaleceram a cidade e estabeleceram ligações comerciais importantes. Em 1174 os locais Wali deram autorização para a construção da Igreja de S.João no exterior das muralhas. Esta é a igreja mais antiga no Algarve.

Mesmo durante a reconquista de Portugal por D.Afonso Henriques, o sul (o Algarve e o Alentejo) permaneceu sob a conquista dos Mouros. Foi reconquistado por D.Afonso III em 1241. Após a conquista do Algarve por completo em 1249 o rei intitulou-se “Rei de Portugal e do Algarve”, que demonstra o facto do Algarve, após o longo reinado pelos Mouros, ser considerado um país estrangeiro que não fazia parte de Portugal.







Época dos descobrimentos Portugueses




Lagos tornou-se numa cidade importante no século XV, a época dos descobrimentos Portugueses. O Infante D.Henrique, o terceiro filho de D.João I viveu a maior parte do tempo em Lagos. Daqui comandou expedições para Marrocos, a costa oeste de África, com caravelas, naus com capacidades marítimas excelentes. Lagos também foi o porto de casa de Gil Eanes, o primeiro explorador a dobrar o Cabo Bojador em 1434, considerado na altura o fim do mundo. Foi um momento marcante para a exploração de África pelos portugueses. Pode-se afirmar que Lagos teve a mesma importância na Era dos Descobrimentos que Cape Canaveral durante os primeiros anos de exploração do espaço. A antiga capital da Nigéria, Lagos, foi assim nomeada em homenagem à cidade portuguesa.





Também foi para Lagos para onde foram trazidos os primeiros escravos na Europa. Existe ainda um edifício do Século XVII no local exacto do mercado de escravos do século XV. Como o maior patrocinador destas expedições, o Infante D.Henrique recebia um quinto do preço de venda dos escravos. Após a sua morte, a cidade deixou de ter tanta importância com o desinteresse da família Real pelo Algarve. As casas de comércio deram início à sua actividade em Lisboa.








Dias de hoje

 

D.Sebastião, com a sua obsessão e planos para uma grande cruzada contra o Reino de Fez, reuniu uma enorme frota em Lagos em 1578. Durante esta tentativa trágica, ele e a maior parte da nobreza portuguesa pereceram na Batalha de Alcácer Quibir em Marrocos. 





A antiga cidade portuguesa era muito bonita, com numerosos monumentos, que foram destruídos no terramoto e tsunami de 1755. Ainda existem algumas muralhas (reconstruídas) do século XVI, o castelo do governador (século XVII) e o local de um antigo mercado de escravos, o primeiro na Europa (abriu em 1444). 


Duas bem conhecidas batalhas navais tiveram lugar na costa de Lagos, reflectindo a sua localização estratégica: Na Batalha de Lagos (1693) um exército francês derrotou um exército Anglo-Holandês e na Batalha de Lagos (1759) um exército Britânico derrotou um francês.




Actualmente, Lagos é a cidade costeira de maior interesse histórico do Algarve. Sua costa também é conhecida como a Costa Dourada pela cor amarela das rochas das suas praias. Nesta cidade o turista poderá desfrutar de um lugar perfeito para a prática de todo o tipo de desportos.

PELA ESCRITORA E POETA LÚCIA HELENA, HOMENAGEM A MADALENA ANTUNES

FOTO MONTAGEM: Edvaldo Morais

ARTIGO PUBLICADO EM "GRANDE CEARÁ-MIRIM"

27/03/2010






HOMENAGEM A MADALENA ANTUNES
A SINHÁ-MOÇA DO OITEIRO
Colaboração: Lúcia Helena Pereira (*)

Em 25 de maio de 1880, em Ceará - Mirim, nascia, no engenho Oiteiro, em Ceará – Mirim, Maria Madalena Antunes de Oliveira, filha do coronel José Antunes de Oliveira e Joana Soares de Oliveira.
Posteriormente, ao se casar com Olympio Varela Pereira, passou a assinar Maria Madalena Antunes Pereira, tornando - se, a partir de 1958, mais conhecida como a Sinhá - Moça do Oiteiro.
Vale acrescentar que Madalena Antunes prestou colaboração ao Jornal - O CEARÁ-MIRIM - nos idos de 1912, assinando suas cartas e diversos escritgos, com o pseudônimo de CORÁLIA FLORESTA e, concomitantemente, HORTÊNCIA.
Madalena Antunes era uma criança alegre, virtuosa, cheia de amor pela família, pelos irmãos Juvenal Antunes de Oliveira (poeta), Etelvina Antunes de Lemos (poetisa) e Ezequiel Antunes de Oliveira (médico do exército).
Teve sempre o melhor carinho para com os “menores”, daí, o seu amor pelas filhas de escravos: Tonha e Patica, “crias da casa do coronel', com as quais apegou - se, em correspondida afeição, além, da fidelidade estóica e comovente das jovens mucamas, suas companheiras diletas nos tempos de criança.
Ao casar-se com o industrial da cana - de - açúcar: Olympio Varela Pereira, do engenho Oiteiro, Madalena Antunes mudou - se com a família, para Natal, na casa da Av. Hermes da Fonseca, 700, Tirol.
O casal teve cinco filhos: Abel Antunes Pereira (pai de Lúcia Helena), Ruy Antunes Pereira, Vicente Ignácio Pereira, Maria Antonieta Pereira Varella e Joana D´arc Pereira do Couto

Vovó Madalena vivia pacatamente e com simplicidade. Escrevia seus manuscritos numa mesinha de jacarandá preta, sob o velho terraço da casa.
Assim ela manifestava o seu talento e fantasiava os seus momentos de solidões, numa época de preconceitos ao papel da mulher na literatura e em outras atividades, quase que destinadas apenas ao homem. Conviveu com intelectuais como Luis da Câmara Cascudo, Manoel Rodrigues de Melo, Esmeraldo Siqueira, Veríssimo de Melo, Nilo Pereira (sobrinho dileto) e outros. Foi quando descobriu a fórmula “mágica” para editar e lançar o seu livro, o qual, em manuscritas páginas, estava concluído.
Era grande a ansiedade para o lançamento do livro de Madalena Antunes - um acontecimento raro! Presenciei essas “cenas” por algum tempo, observando a empolgação dos intelectuais diante da perspectiva de uma norte - rio -grandense infiltrar-se no mundo literário. E foi desses nomes da nossa rica literatura, que ela recebeu os melhores estímulos, até que, através do contacto de Câmara Cascudo e Nilo Pereira, com um escritor pernambucano, seus manuscritos chegaram à Editora Irmãos Pongetti - Rio de Janeiro - e o livro foi editado com o apoio da Casa Euclides da Cunha, Coleção Nísia Floresta, em 1958.
Eu tinha treze anos quando vovó Madalena terminou de escrever o seu livro. Estava organizado em papel almaço quando ela me deu para ler alguns trechos. Lembro a minha emoção ao receber esse material precioso, em manuscritas linhas. Na contra - capa desse material ela escreveu: “Largo é o sorriso que me acompanha e estreito o caminho daqueles que não compreendem as poesias da alma. Eu sou apenas uma mulher feliz, alguém que aprendeu a canalizar os sentimentos, sem se queixar diante dos embates da vida! Madalena Antunes!”

Com toda a movimentação para o lançamento do seu livro, vovó Madalena foi surpreendida com a visita da senhora Maria Tereza, redatora - chefe da revista “DA MULHER PARA MULHER” (1958) que veio do Rio de Janeiro, para entrevistá-la. E vovó não deixou por menos. Ofereceu-lhe um chá com vários convidados e um buffet bem próprio daquela época: chá, café, torradinhas, pão assado no leite de coco, baba - de - moça, arroz - doce, cartola (com açúcar e canela), biscoitinhos de polvilhos, bolo de batata, de ameixas e o bolinho da vovó – com cobertura açucarada (cortado em cubinhos e cobertos com uma glacê caseira feita com açúcar, limão e um pouco de manteiga). Abrindo a entrevista, Maria Tereza perguntou - lhe: “Como a senhora se sente ao publicar o seu primeiro livro, com tantas manifestações de carinho, notícias em jornais, intelectuais cercando - a intensivamente? E esse terraço, haverá um história”? Seus olhos oceânicos brilharam e ela respondeu: “Saí de um vale encantado para a cidadezinha dos Reis Magos. Aqui, então, fui reunindo as minhas reminiscências e encontrando escritores que me incentivaram na árdua caminhada. Deixar o Oiteiro e a velha Ceará- Mirim -O Solar Antunes), para morar em Natal, deu-me algumas vantagens e os primeiros vislumbres intelectuais. Por outro lado, venho sentindo falta da minha paisagem de infância, da mansidão do vale, dos parentes e amigos que lá ficaram. Quanto ao terraço, nele está a fronteira do meu pequeno - grande mundo, a minha “ilha”, o meu refúgio, a mangueira frondosa e bela! Afinal, as árvores também saem dos seus lugares e dão sombras e frutos, e os pássaros pousam e cantam as suas lindas estrofes musicais! Sobre o meu livro, creio que a vida vai escrevendo a nossa história e o Oiteiro vai me levando de volta a um tempo ameno, cheio de poesia e beleza, ao meu “templo” de gratas recordações que vou deixando para as novas gerações.”
Continuando, a senhora Maria Tereza insistiu: “Então, somente as recordações e saudades do vale levaram - na a escrever um livro?” Madalena Antunes sorriu e falou com doçura: “ Foram os encantamentos da infância que enriqueceram as minhas lembranças; o feitiço do Oiteiro com suas perfumadas auroras e os crepúsculos cheios de inspirações! O Oiteiro, o velho engenho com o oitizeiro à beira da estrada! Aquele pedaço de céu foi o palco iluminado das minhas recordações! A fonte perene dos meus sonhos de menina! Saiba, Maria Tereza, desde criança fui aprisionando no coração as minhas lembranças, o que não imaginava é que, um dia, elas seriam impressas nas páginas de um livro. Creio que isso foi seduzindo o meu espírito e me privando da solidão comum desses novos tempos, na cidade. Escrever, pelo menos para mim, é um belo exercício da alma, uma forma de suprir solidões e saudades. E no Oiteiro, ficou o grande oitizeiro, o qual devo bendizer: Oh! Velho oitizeiro, figura do passado, templo de minhas primeiras impressões! Quantas coisas recordas! Oh! Árvore do pomar da minha felicidade”! M.M.A.P.
Em 1958, na Fundação José Augusto (antiga Escola de Jornalismo de Natal), Madalena Antunes autografou, em grande estilo, o seu livro OITEIRO: MEMÓRIAS DE UMA SINHÁ- MOÇA reunindo crônica, romance, poesia, história e regionalismo. Um livro reeditado pela A.S. Livros na II Bienal Nacional do Livro em Natal -2002, prefaciado por mim e autografado no stand da Academia Feminina de Letras.
Madalena Antunes faleceu em 11 de junho de 1959, saindo da casa da Hermes da Fonseca, carregada pelas asas dos anjos, para outras dimensões.

Em maio de 2001, no Palácio da Cultura de Natal, a Fundação José Augusto, através do seu presidente - jornalista e escritor Woden Madruga, com apoio do Governo do Estado do RN lançou a revista antológica: “MULHER POTIGUAR: CINCO SÉCULOS DE PRESENÇA”, onde, entre as 24 mulheres homenageadas, está Madalena Antunes.
E, com muita honra, o nome Madalena Antunes faz parte do grupo das 40 Patronas da Academia Feminina de Letras do RN(da qual sou membro), presidida por ZELMA FURTADO BEZERRA, onde ocupo a cadeira número 08, tendo, como patrona - Madalena Antunes.
Madalena Antunes faz parte do acervo de mais de 400 mulheres pesquisadas por Zelma Bezerra, às quais, encontram-se em fotos e obras, no acervo do Memorial da Mulher Potiguar.
Neste espaço de “blog” literário - cultural e social, quero dedicar esta página biográfica, saudosista e de louvor à minha avó paterna - Madalena Antunes - transcrevendo, o que meu pai - Abel Antunes Pereira - em 1935, recebeu de sua mãe Madalena (deveria ter sido gravado em letras de ouro).
Era o aniversário do meu pai (seu filho e depois, vizinho na avenida Hermes da Fonseca):
“ Natal, 23 de março de 1935:
Abel:
Meu querido filho, hoje, dia do seu aniversário, quero dar - lhe minha benção espiritual, como o melhor presente que poderia ofertar - lhe neste dia tão especial. Ela vai perfumada do olor daquelas rosas, que você plantou, com tanto amor e cuidados, no jardim do meu coração. Plantamos, nos jardins da vida, muitos balcões de plantas preciosas. Qual a mais bela? Não saberia dizer. Mas, você, meu filho, de quem jamais encontrei a pequena graminha comum, entre as rosas do amor filial, abençôo hoje orando por sua saúde e felicidade.
Por tudo isso, meu bom filho, peço - lhe, que quando chegar a hora derradeira, você possa entrelaçar as minhas mãos frias com as contas do meu rosário, no qual sempre oro por sua felicidade. Um beijo de sua Lhene (Madalena!)”. (Coincidência, acaso...o fato é que papai fez exatamente o que ela pediu)

Madalena Antunes, que nasceu no engenho Oiteiro, que morou no Solar Antunes (construído pelo seu pai e meu bisavô - José Antunes de Oliveira), que passava férias na casa - grande do engenho Guaporé (construído na metade do séc. XIX (residência do Barão do Ceará - Mirim: Manoel Varela do Nascimento), que foi a primeira mulher na história do Rio Grande do Norte, a publicar um livro regionalista e de memória, aqui está, aclamada por mim, sua neta, com uma emoção diferente, aos 60 anos, dilatando - se do coração para a alma!
Madalena Antunes que é nome de Escola em Ceará - Mirim; que tem sido alvo de tema fascinante em monografias e teses de alunos concluintes da UFRN- Universidade Federal do Rio Grande do Norte, da UNP -Universidade Potiguar-, temas de dissertações de alunos de Escolas particulares e públicas do RN, além de palestras proferidas por mim, citações em livros, e outras histórias, para quem honrou sua terra, sua gente, sua pátria. AMÉM!


(*) Escritora, poetisa, ex - presidente regional e nacional da AJEB-RN (1990 a 2000), membro da Academia Feminina de Letras do RN, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rn, membro da UBE/RN.

Nota: A capa do livro Oiteiro - segunda edição (A.S. LIVROS - da Coleção LETRAS POTIGUARES)) - 2002, é uma tela pintada pela grande artista plástica Goreth Medeiros (óleo sobre tela), com projeto gráfico do designer - Fernando Chiriboga.

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domingo, 28 de março de 2010

CHÁ DE POESIAS COM LÚCIA HELENA NO CSA

MAIS UMA HOMENAGEM 


PARA A POETISA 


LÚCIA HELENA PEREIRA

A HISTORIADORA E ESCRITORA 
- ERIVÂNIA MORAIS -

QUE FAZ UM RICO ENSAIO SOBRE 
 MADALENA ANTUNES (AVÓ DE LÚCIA HELENA)
  FARÁ RICA HOMENAGEM 
À PRINCESA DOS POETAS DE CEARÁ-MIRIM:
 LÚCIA HELENA PEREIRA,

COM UM CHÁ DE POESIAS 
- NO RESTAURANTE LITERÁRIO 
DO COLÉGIO SANTA ÁGUEDA.
DATA: 31-03-2010
LOCAL: COLÉGIO SANTA ÁGUEDA
 (CEARÁ-MIRIM, RIO GRANDE DO NORTE/BRASIL)
HORA: 16: HORAS

NOTÍCIAS CULTURAS E AFETOS LUSÓFONOS


» Museu dos Descobrimentos em Portugal recria a chegada de Cabral ao Brasil

O Museu dos Descobrimentos, em Belmonte, na Serra da Estrela, Portugal, recria a saga de Pedro Álvares Cabral, com um espaço reservado para o Brasil e Porto Seguro.
O espaço funciona nas antigas casas da família de Pedro Álvares Cabral, no Solar dos Cabrais, construído no século XVIII depois da destruição por um incêndio da outra residência da família, o Paço do Castelo de Belmonte. Trata-se do primeiro espaço museológico dedicado à interpretação e divulgação dos descobrimentos portugueses.

Os turistas têm a oportunidade de conhecer como foi a preparação do empreendimento, sentir o ambiente ao longo da viagem e reviver os momentos da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.

Também são retratados aspectos como o clima tropical, a paisagem, a biodiversidade brasileira – com mais de 2,5 mil frutos - as suas referências musicais e a sua cultura e a consequente miscigenação entre diferentes povos.


» Literatura de Cordel no Brasil - Uma herança portuguesa

O nome "literatura de cordel" vem da forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde eram pendurados em cordões, também chamados cordéis. Inicialmente, continham peças de teatro, como as de Gil Vicente (1465-1536).

Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil, desde o início da colonização. Na segunda metade do século XIX, começaram as impressões de folhetos brasileiros, com características próprias.


Os temas incluem desde factos do quotidiano, episódios históricos, lendas , temas religiosos, entre muitos outros. Não há limite para os temas dos folhetos. Praticamente todo e qualquer assunto pode virar "cordel" nas mãos de um poeta competente.As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) foram dois temas que tiveram maior destaque e maiores tiragens no passado, no Brasil.


No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Costumava ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Hoje, a literatura de cordel também se faz presente noutros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. O cordel hoje é vendido em feiras culturais, casas de cultura, livrarias e nas apresentações dos "cordelistas".


» Historiador ganha prémio com pesquisa sobre açúcar no Brasil colonial
O Prémio Clarival do Prado Valladares anuncia o projecto vencedor da 6ª edição. Com o tema “Açúcar em águas revoltas: o comércio entre Brasil, Portugal e Holanda (1595-1618)”, o economista e historiador Daniel Strum teve seu trabalho seleccionado entre mais de 200 projectos inscritos.
O trabalho de Strum apresenta um panorama da evolução da produção, comercialização e consumo de açúcar desde o início da colonização do Brasil até à invasão holandesa, em 1630.


Com um rico material colhido "in loco" nos arquivos do Porto, Lisboa e Amsterdão, a originalidade do projecto está justamente na integração e no cruzamento de fontes e literatura portuguesa, holandesa e brasileira.
A sexta edição do Prémio Clarival do Prado Valladares registou 218 trabalhos inscritos por pesquisadores de 18 Estados brasileiros. As temáticas versavam sobre as mais diversas áreas – história, arte, arquitectura, antropologia e política.


SÉTIMA EDIÇÃO - Para a 7ª edição (2010), podem inscrever -se no Prémio Clarival do Prado Valladares, até ao dia 30 de Abril, pesquisadores de todo o Brasil, vinculados ou não a instituições académicas, com projectos de pesquisa inéditos nas áreas de história económica, evolução sóciopolítica e criação artística. A Organização Odebrecht é responsável pelos recursos necessários à realização completa dos projectos selecionados, da pesquisa à edição de livro ilustrado.





sábado, 27 de março de 2010

DIA MUNDIAL DO TEATRO


A 27 de Março celebra-se 

o Dia Mundial do Teatro.




O Dia Mundial do Teatro celebra-se anualmente, desde 1962 e todos os anos, uma personalidade do mundo do teatro ou das artes (o primeiro foi Jean Cocteau, em 1962) é convidada a partilhar as suas reflexões sobre o tema teatro, através duma mensagem traduzida em mais de vinte línguas e lida perante milhares de espectadores antes do espectáculo da noite nos teatros do mundo inteiro (este ano a mensagem é de Sua Alteza O Xeque Dr. Sultão Bin Mohammed Al Qasimi, membro do Conselho Supremo dos Emirados Árabes Unidos e Governador de Sharjah).