NOTÍCIAS DA LUSOFONIA

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Literatura Indígena e o Tênue Fio entre Escrita e Oralidade.


Por: Daniel Munduruku

Artigo publicado na RevistaPessoa

A escrita é uma conquista recente para a maioria dos 250 povos indígenas que habitam nosso país desde tempos imemoriais. Detentores que são de um conhecimento ancestral apreendido pelos sons das palavras dos avós, estes povos sempre priorizaram a fala, a palavra, a oralidade, como instrumento de transmissão da tradição, obrigando as novas gerações a exercitarem a memória, guardiã das histórias vividas e criadas.

A memória é, pois, ao mesmo tempo passado e presente que se encontram para atualizar os repertórios e descobrir novos sentidos que se perpetuarão em novos rituais que abrigarão elementos novos num circular movimento repetido à exaustão ao longo de sua história.

Assim estes povos traziam consigo a memória ancestral. Essa harmônica tranquilidade foi, no entanto, alcançada pelo braço forte dos invasores: caçadores de riquezas e de almas. Passaram por cima da memória e foram escrevendo no corpo dos vencidos uma história de dor e sofrimento. Muitos dos atingidos pela gana destruidora tiveram que ocultar-se sob outras identidades para serem confundidos com os desvalidos da sorte e, assim, poderem sobreviver. Esses se tornaram sem-terras, sem-teto, sem-história, sem-humanidade. Esses tiveram que aceitar a dura realidade dos sem-memória, gente das cidades que precisa guardar nos livros seu medo do esquecimento.

Por outro lado – e graças ao sacrifício dos primeiros – outro grupo pode manter sua memória tradicional e continuar sua vida com mais segurança e garantia. Esses povos foram contatados um pouco mais tarde, quando os invasores chegaram à Amazônia e tentaram conquistá-la como já haviam feito em outras regiões. Tiveram menos sorte, mas também ali fizeram relativo estrago nas culturas locais e as tornaram dependentes dos vícios trazidos de outras terras. Foram enfraquecidos pela bebida, entorpecidos pela divindade cristã e envergonhados em sua dignidade e humanidade.

Esses povos – uns e outros – estão vivos. Suas memórias ancestrais ainda estão fortes, mas ainda têm de enfrentar uma realidade mais dura que de seus antepassados. Uma realidade que precisa ser entendida e enfrentada. Isso não se faz mais com um enfrentamento bélico, mas através do domínio da tecnologia que a cidade possui. Ela é tão fundamental para a sobrevivência física quanto para a manutenção da memória ancestral.

Claro está que se estes povos fizeram apenas a “tradução” da sociedade ocidental para seu repertório mítico, correrão o risco de ceder “ao canto da sereia” e abandonar a vida que tão gloriosamente lutaram para manter. É preciso interpretar. É preciso conhecer. É preciso se tornar conhecido. É preciso escrever – mesmo com tintas do sangue – a história que foi tantas vezes negada.

A escrita é uma técnica. É preciso dominar essa técnica com perfeição para poder utilizá-la a favor da gente indígena. Técnica não é negação do que se é. Ao contrário, é afirmação de competência. É demonstração de capacidade de transformar a memória em identidade, pois ela reafirma o Ser na medida em que precisa adentrar no universo mítico para dar-se a conhecer ao outro.

O papel da literatura indígena é, portanto, ser portadora da boa notícia do (re)encontro. Ela não destrói a memória na medida em que a reforça e acrescenta ao repertório tradicional outros acontecimentos e fatos que atualizam o pensar ancestral.

Há um fio muito tênue entre oralidade e escrita, disso não se duvida. Alguns querem transformar este fio numa ruptura. Prefiro pensar numa complementação. Não se pode achar que a memória não se atualiza. É preciso notar que ela – a memória – está buscando dominar novas tecnologias para se manter viva. A escrita é uma dessas técnicas, mas há também o vídeo, o museu, os festivais, as apresentações culturais, a internet com suas variantes, o rádio e a TV. Ninguém duvida que cada uma delas é importante, mas poucos são capazes de perceber que é também uma forma contemporânea de a cultura ancestral se mostrar viva e fundamental para os dias atuais.

Pensar a literatura indígena é pensar no movimento que a memória faz para apreender as possibilidades de mover-se num tempo que a nega e que nega os povos que a afirmam. A escrita indígena é a afirmação da oralidade. Por isso, atrevo-me a dizer como a poeta indígena Potiguara Graça Graúna:

Ao escrever,
dou conta da minha ancestralidade; 
do caminho de volta,
do meu lugar no mundo.


Daniel Munduruku. 

Escritor indígena com 45 livros publicados. É graduado em Filosofia, tem licenciatura em História e Psicologia, é Doutor em Educação pela USP e pós-doutor em Literatura pela Universidade Federal de São Carlos. É Diretor presidente do Instituto UKA – Casa dos Saberes Ancestrais. Recebeu diversos prêmios no Brasil e Exterior entre eles o Prêmio Jabuti, Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Érico Vanucci Mendes (outorgado pelo CNPq); Prêmio Tolerância (outorgado pela UNESCO). Muitos de seus livros receberam o selo Altamente Recomendável outorgado pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

O cante do Alentejo já é Património Cultural Mundial

Ensaio do Grupo Coral e Etnográfico "Os Camponeses de Pias.
Imagem: Nuno Ferreira Santos 

Na manhã do dia 27 de novembro de 2014, em Paris, a UNESCO aprovou a inscrição do "Cante Alentejano" na lista representativa do património cultural imaterial da humanidade.

Portugal foi convidado a “intervir para partilhar a sua alegria” e 21 membros do Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa, todos homens, surgiram em palco nos seus trajos rurais, chapéus pretos e cajados, e cantaram , durante breves minutos, a canção Alentejo, Alentejo. Telemóveis e tablets despontaram um pouco por toda a grande sala da UNESCO, para registar o momento.

O cante é a terceira nomeação portuguesa a ser consagrada internacionalmente pela UNESCO, depois do fado em 2011, e da dieta mediterrânica em 2013 (uma candidatura apresentada em conjunto com Espanha, Marrocos, Itália, Grécia, Chipre e Croácia).

Não houve quaisquer objecções à nomeação portuguesa, e só o Brasil – que viu a roda de capoeira integrar a mesma lista no dia anterior – pediu a palavra para felicitar brevemente a inclusão do cante. “Temos apreço pela nossa herança portuguesa e estamos tão emocionados quanto os portugueses”, disse a delegada brasileira.

Eram 11h17 em Paris (10h17 em Portugal) quando a inscrição do cante alentejano na lista do património cultural imaterial foi aprovada e formalizada – depois de nove outras candidaturas.

Confira mais detalhes AQUI!

Sobre o CANTE ALENTEJANO... 

Alentejanos com seus trajos rurais,
chapéus pretos e cajados.

Cante Alentejano é um género musical tradicional do AlentejoPortugalÉ um canto coral, em que alternam um ponto a sós e um coro, havendo um alto preenchendo as pausas e rematando as estrofesNo cante sobrevivem os modos gregos extintos tanto na música erudita como na popular europeia, as quais restringem-se aos modos maior e menor Esta face helénica do canto poderá provir tanto do canto gregoriano como da cultura árabe, se bem que certos musicólogos se apercebam no cante de aspectos bem mais primitivos, pré-cristãos e possivelmente mesmo pré-romanos.  Antigamente o cante acompanhava ambos os sexos nos trabalhos da lavoura. Público era também o cante nos momentos masculinos de ócio e libação, seja em quietude, seja em percurso nas ditas arruadas. Público ainda era o cante mais solene das ocasiões religiosas. Outro cante existia no domínio doméstico, onde era exercido principalmente por mulheres e no qual participariam também meninos.

Alentejanas em trajes típidos.
Imagem: Blogue Café Portugal
Após a Segunda Guerra Mundial, a progressiva mecanização da lavoura, a generalização da rádio e da televisão, assim como o êxodo rural massivo causaram o declínio do género. Hoje o cante sobrevive em grupos oficializados que o cultivam, mas já sem a espontaneidade de outrora, limitando-se eles a recapitular em ensaio o repertório conhecido de memória, amiúde sem qualquer registo escrito nem sonoro e já sem acção criativa. Apesar de serem estes grupos e a sua manifestação em festas, encontros e concursos os guardiões da tradição, em numerosos casos progride neles o afastamento da dita com a inclusão no repertório de peças estranhas ao cante, instrumentação e adulteração de peças tradicionais num sentido mais popular, com destaque para o desvio direito ao fado, numa tendência de avivamento do género que visa torná-lo mais garrido. Já Património da Humanidade, "o que importa é dar futuro a este Cante, para expressar as novas dinâmicas de mudança, a melhoria dos quadros de vida, a atracção e fixação de novas gentes e o sucesso crescente desta região como território turístico. E também escrever-lhe uma história, ainda em falta." (Fonte: Wikipédia)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lançamento do "SEIS FACES DE ENCANTO", de Francisco Martins, em Natal/RN-Brasil.

Francisco Martins
Imagem: do Facebook do escritor.

O escritor Francisco Martins comemora seu cinquentenário e convida para o lançamento  do seu livro SEIS FACES DE ENCANTO no dia 02 de dezembro de 2014, às 18 horas, na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, em Natal/RN-Brasil.


Lançamento do "LÁPIS & BOCA, SENTIMENTO", de Jania Souza, em Natal/RN-Brasil.

Neste sábado, 29 de novembro de 2014, em Natal/RN-Brasil, será lançado pelas mãos da Livraria Nobel, o livro LÁPIS & BOCA, SENTIMENTO da autoria de Jania Souza, poeta, escritora e artista plástica potiguar.
A obra foi produzida pela Editora Dellicata/SP e teve seu debute na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto deste ano, no Anhembi com sessão de autógrafos.
É uma exaltação ao amor em suas diferentes facetas com predominância da característica poética do registro do pensamento através da pena; do exercício da força da palavra materializada em leitura e declamação, performance vibrante do texto; e do sentimento, presença de união entre o lápis e a boca no poeta como fonte de inspiração ao mover a emoção e a motivação para o fazer literário.
Apresentação da editora Luíza Moreira; diagramação, Ana Vieira; arte da capa, Décio Lopes; convite e publicidade, Bruno Sérgio DG.
A partir das 17h na Nobel da Salgado Filho, com programação lítero cultural conduzida pela Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN, presença da AJEB, UBE, AFL e demais entidades culturais que se farão representar, a autora sentirá enorme prazer com sua presença para celebrar o livro, um dos homenageados na obra.

"Livro

Jania Souza

Estou
Seco
Em meu lago (...)

Espero
O ósculo
Que se saciará
Em mim.

Só assim
Perpetuarei
A vida
Na essência da palavra.

Sou semente do sentido."



P.S.: O Buffet Barros assina as guloseimas de sua especialidade oferecidas aos presentes na ocasião.


FONTE: Blogue da Jania. Clique AQUI!

sábado, 8 de novembro de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO: “A BRUXA – E AS VIDAS DE MARINHO CHAGAS”

marinho_chagasO jornalista, Luan Xavier, lançou na noite do dia 04 de novembro (terça) na Capitania das Artes, em Natal/RN-Brasil, o seu mais novo livro – “A Bruxa – E as vidas de Marinho Chagas”. Foram dois anos de pesquisas, onde o autor conta um pouco sobre história do maior lateral-esquerdo da seleção brasileira, da Copa de 1974 na Alemanha.

No livro, Luan, conta com mais de 40 entrevistas sobre o “Diabo Loiro” que iniciou sua carreira no Riachuelo, clube de Natal, depois passou por: ABC, Náutico/PE, Botafogo/RJ, Fluminense, New York Cosmos, Fort Lauderdale Strikers, ambos dos Estados Unidos; São Paulo/SP, Bangu/RJ/ Fortaleza/CE, América/RN , Los Angeles Heat-EUA e BC Harlekin Augsburg-Alemanha. E Por fim, defendeu a seleção brasileira na Copa de 74 na Alemanha, sendo escolhido o melhor lateral-esquerdo do Mundial. “Eu tentei condensar tudo e contar o Marinho Chagas por trás da lenda, o homem por trás do mito. Quem era Marinho, o que ele sentia, como ele encarava a vida no dia a dia, como foi para ele sair da periferia de uma pequena cidade para chegar à Seleção Brasileira em menos de três anos” – comenta, Luan Xavier.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

DIA NACIONAL DA JUVENTUDE DE TIMOR.

AICEM, a TANE TIMOR e a CASA DO INFANTE convidam-no a assistir às comemorações deste dia que terá lugar sábado, dia 15 de Novembro de 2014, a partir das 10,00 horas, na cidade do Porto, norte de Portugal.



domingo, 2 de novembro de 2014

Portugueses revoltados com proibição de falar a língua materna no Luxemburgo.

A cidade do Luxemburgo, morada de milhares de portugueses.
(Shutterstock.com)

O caso de um director de turma que proibiu os alunos de falar português nas aulas, uma decisão aplaudida pela ministra da Família do Luxemburgo, está a preocupar a comunidade portuguesa no país, que considera a medida "castradora".

Para o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL), a proibição pode levar também a um sentimento de desvalorização da língua materna, contrariando as políticas do Governo luxemburguês, que vem defendendo a importância do português para o sucesso escolar dos imigrantes.
"Eu compreendo que na escola os alunos se exprimam na língua em que estão a ser ensinados, mas proibir genericamente o português nas aulas é uma forma de castração", disse à Lusa José Coimbra de Matos, sublinhando que "se as crianças partirem do princípio que a língua delas é proibida no sistema escolar, vão sentir-se inferiorizadas em relação aos outros".
O dirigente associativo acusou ainda o Executivo luxemburguês de "incoerência" entre "aquilo que diz e aquilo que faz".
"O Governo luxemburguês diz que tem de se apostar no multilinguismo, e depois surge uma medida destas", lamentou Coimbra de Matos.
O presidente da Confederação Portuguesa garantiu à Lusa que o caso não é único no Luxemburgo, e diz que há mesmo creches em que a língua portuguesa é proibida.
"Pessoas que trabalham em creches públicas informaram-nos que as crianças são punidas se forem apanhadas a falar português", contou à Lusa Coimbra de Matos, para quem a medida discrimina sobretudo a comunidade portuguesa.
"Será que os que falam inglês ou italiano têm o mesmo tratamento?", questionou o presidente da CCPL.
O caso, noticiado pela Rádio Latina, mereceu a aprovação da ministra da Família e da Integração do Luxemburgo, Corinne Cahen.
Num 'post' publicado pela ministra na rede social Facebook, Corinne Cahen defendeu a promoção da aprendizagem de várias línguas "desde o ensino precoce".
Em comentário ao 'post' da ministra, um dia depois, uma mãe disse que temia que "o tiro saísse pela culatra", acrescentando: "Na turma do sétimo ano da minha filha, 14 dos 20 alunos são portugueses, e o director de turma decidiu que não podem falar português nas aulas, mas que o luxemburguês é obrigatório".
A ministra respondeu ao comentário, dizendo: "Decisão acertada do director de turma".
Para o presidente da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo, o comentário da ministra mostra que há "dois pesos e duas medidas" na política do Executivo luxemburguês.
"O próprio Ministério da Educação do Luxemburgo diz que é importante valorizar a língua materna e quis que o português fosse incluído no boletim escolar, e agora surge este caso que ainda por cima é aprovado por alguém com responsabilidades no Governo", lamentou o dirigente associativo.
O 'post' na página do Facebook da ministra da Família, a que a Lusa teve acesso, foi entretanto apagado.
A Lusa tentou ouvir a ministra sobre este caso, mas fonte do seu gabinete informou que Corinne Cahen está fora do país.
A Lusa questionou também a autora do comentário na rede social que denunciou o caso da proibição de falar português, mas a mãe da aluna do 7° ano (o primeiro ano do ensino secundário no Luxemburgo) recusou revelar em que liceu o caso se passou ou prestar declarações.
No Luxemburgo há cerca de 100 mil portugueses, que representam cerca de 20 por cento da população no país.
Segundo dados do Ministério da Educação do Luxemburgo, o português é a segunda língua materna mais falada nas escolas do país, com 28,9% de falantes, a seguir ao luxemburguês, com 39,8%, mas à frente dos outros dois idiomas oficiais do Grão-Ducado, francês (11,9% de falantes) e alemão (2%).
Os alunos portugueses representam mais de vinte por cento dos estudantes em todos os níveis de ensino no país, uma percentagem que no ensino secundário técnico ronda os 28 por cento, segundo dados do Ministério da Educação de 2012/2013.
FONTE DESTA NOTÍCIA: Lusa / SOL

Angola: Integração económica é importante para países da CPLP.

A secretária de Estado das Finanças, Valentina Filipe, 


considerou hoje (terça-feira), em Luanda, que a tarefa de harmonizar 


os resultados macroeconómicos entre os países da Comunidade 


de Países de Língua Portuguesa (CPLP) constitui o único caminho capaz 


de promover a integração crescente das economias da comunidade.


Ao intervir na cerimónia de abertura da 29ª reunião do Conselho de Directores – Gerais da Alfândegas da CPLP, Valentina Filipe referiu que esta harmonização dos resultados pode ser dada pela vertente das  vantagens comparativas nas fronteiras ou pela capacidade de aumento da produtividade em todos os sectores das economias, garantido-lhes  crescimento sustentável, com melhor distribuição das riquezas nacionais.
Sublinhou que, pelos princípios das vantagens comparativas, a inserção competitiva se inicia  pelo aumento da produtividade na agro-pecuária,  pescas e na agro-indústria, produzindo cada vez mais para atender o consumo interno e gerar excedentes exportáveis.
Por sua vez, o secretário-geral  da conferência  de  directores - gerais  das Alfândegas  da CPLP, Francisco  Curinha,  informou  que a CPLP  em 2012 representava  3,67 porcento do Produto Interno Bruto Mundial e 3,9 porcento do comércio mundial,  mantendo a maioria dos países  que a  integram um crescimento anual positivo,  o que perspectiva  um desenvolvimento sustentado para o futuro com natural reflexo nas trocas comerciais.
Uma aposta dos países da CPLP deve incidir sobre a implementação de medidas que facilitem o comércio, o que irá permitir a todos os países da CPLP, contribuir para o desenvolvimento das suas relações comerciais dando origem a um maior desenvolvimento económico.
Segundo referiu, desde 2007, um dos grandes  objectivos alcançados pela comunidade foi a criação de um portal especifico para as alfândegas da CPLP, além de outras acções.
Integram  o conselho de directores das Alfândegas  da  CPLP, Angola, Moçambique, Cabo-Verde, São Tomé  e Príncipe ,Brasil, Guiné-Bissau , Portugal e Timor Leste.
Neste encontro, os  grandes  ausentes  são Timor Leste,  Cabo Verde e Guiné Equatorial.
FONTE DESTA NOTÍCIA: Agência Angola Press

Banda "Brazuca Jazz" neste domingo no Parque das Dunas, em Natal/RN-Brasil.

A Banda "Brazuca Jaz" no Som da Mata.
Imagem do Google.

Neste domingo acontece mais uma edição do projeto  “Som da Mata” que traz para o palco do Anfiteatro Pau-brasil, no Parque das Dunas, logo mais, às 16h30, a banda Brazuka Jazz,  formada por Gustavo Almeida, na bateria; Humberto Luiz ao piano; e Alison Brazuka, na guitarra.

A banda solta sua música instrumental, repertório dos bons, recheado de composições autorais e releituras de clássicos da música brasileira, tudo regado a muito improviso,  alegria e criatividade.

Confira algumas músicas da banda "Brazuca Jazz" neste vídeo: 




FONTE: VIVICULTURA

sábado, 25 de outubro de 2014

Dorgival Dantas, o Poeta do Nordeste Brasileiro!

DORGIVAL DANTAS
Atualmente é um dos nomes mais expressivos da música brasileira.
Imagem: Site do Dorgival

Quando estive passando alguns dias de férias na minha cidade brasileira: Ceará-Mirim, localizada próximo a Natal, capital do Estado Rio Grande do Norte, Nordeste do Brasil, tive a oportunidade de prestigiar este poeta, cantor, compositor, tecladista, sanfoneiro (acordeonista cá em Portugal!)... E confesso que virei fã! DORGIVAL DANTAS, natural de Olho D'água dos Borges, cidade do Estado Rio Grande do Norte, filho do músico Cícero Dantas (que era acordeonista), o qual influenciou-o a ingressar na carreira musical, ainda quando tinha 14 aninhos. E fiquei mais admirada ainda, quando soube que, aos 17 anos começou a tocar teclado, acompanhando vários artistas e aos 21 anos, tornou-se músico profissional, quando mudou-se para a capital-Natal e ingressou no grupo “Show Terríveis”, permanecendo até 1997. Este grupo fez parte da minha juventude, pois fui para várias festas tradicionais na minha cidade, mas confesso que só me lembro do cantor Roberto, que arrasava nas performances musicais! Risos... Ôh, época boa! 

Bem, voltando ao assunto principal... 

Alguns anos depois, o Dorgival Dantas mudou-se para Fortaleza, capital do Estado Ceará e passou a tocar com a dupla Sirano e Sirino. Foi diretor musical do Pirata Bar (uma casa de show temática localizada na Praia de Iracema, bairro histórico de Fortaleza, que foi fundada pelo empresário português: Júlio Trindade) e produziu grandes artistas e bandas de forró com quem ganhou destaque com produtor e compositor.

Em 2006 pela Universal Music, lançou o seu primeiro CD oficial “O Homem do Coração” com as músicas de trabalho “Eu não vou mais chorar” e “Porque”. No ano seguinte veio “Primeiro Passo” acompanhada de uma turnê pelo Brasil. O álbum duplo “Quanto Custa” saiu em 2011 com as músicas “Declaração”, “Paixão Errada”, “Forró só presta assim” e “Coração Teimoso”. Setembro de 2012 Dorgival lançou novo álbum com seu repertório de sucesso e os lançamentos “KKK” e “Acabou na Lama” firmando ainda mais a sua carreira como intérprete. Mas, passou a ser reconhecido nacionalmente após ter composições gravadas por artistas como Tomate, na época vocalista da Banda Rapazzola; Maria Cecília & Rodolfo; Garota Safada; Bruno e Marrone; César Menotti e Fabiano; Alexandre Pires; Tchê Garotos; Guilherme e Santiago; Fagner; Flávio José e Frank Aguiar.

Suas músicas já foram trilhas sonoras de produções da Rede Globo de Televisão. No seriado Malhação a música “Barriguinha” foi gravada com Aviões do Forró, banda que cantou inúmeros sucessos de Dorgival e o projetou ainda mais para o cenário nacional. Em 2009, a composição “Você não vale nada” interpretada pela Banda Calcinha Preta se tornou sucesso com a novela Caminho das Índias, sendo eleita a melhor música do Brasil naquele ano. Jorge e Mateus também foram sucesso nas novelas com as composições “Pode Chorar” em Araguaia no ano de 2010 e “Amor Covarde” em Fina Estampa em 2012.

Recentemente, tive o prazer de assistir o seu último DVD no you tube e o que mais me surpreendeu é que todas as músicas são de autoria do Dorgival e o melhor, o público cantou do início ao fim! Agora imagine eu aqui em Portugal, escutando este DVD nas maiores alturas! Risos... É de ficar arrepiada, gente! Todas as suas músicas são verdadeiras poesias, que dá gosto ouvi-las! E o melhor, ele permanece com sua simplicidade, humildade... Pois isto é a essência da vida! Suas composições agradam os mais diversos perfis e idades, ultrapassando a barreira do tempo e modismos. E tão bom dançar um xotezinho, bem agarradinho... O apelido “Poeta” que carinhosamente recebeu daqueles que o admiram, justifica a extensão do seu trabalho e a consagração de sua obra. “É Dorgival Dantas, meu camarada! E tome xote!”

Sou fã e tenho o maior prazer de divulgá-lo no mundo lusófono, porque DORGIVAL DANTAS é cultura, é poeta e o melhor, é da minha terra BRASILI'S! 

Para quem quiser assistir o seu DVD é só clicar no vídeo abaixo:



Fontes: http://www.dorgivaldantas.com.br/release/

sábado, 11 de outubro de 2014

Fados inéditos na voz de Amália Rodrigues

Amália Rodrigues nasceu em 1920

Álbum chega em novembro. 

Um dos temas, ‘Fado Lamentos’, 

tem letra e música da fadista.

Fados e canções nunca editados, interpretados em português, espanhol, francês e inglês, estão a ser reunidos em dois discos. Este trabalho, ‘Amália no Chiado’,  editado pela Valentim de Carvalho, é fruto da pesquisa de Frederico Santiago, colaborador da editora e um apaixonado por fado e por Amália Rodrigues.

Amália no Chiado’ terá mais de 40 faixas. Um CD apresenta apenas fados, e o segundo canções que a fadista interpretou em várias línguas – como a única versão que Amália cantou em francês de ‘La Vie em Rose’.

"As gravações foram feitas entre 1951 e 1954, na loja da Valentim de Carvalho no Chiado. E são trabalhos gravados pelo Hugo Ribeiro, que Amália dizia ser o que melhor captava a sua voz", afirma ao CM Frederico Santiago. Uma das maiores descobertas é o ‘Fado Lamentos’, "com letra e música da própria Amália", diz.

Em 1952, Amália viajou para Londres para gravar um disco. "E sempre se pensou que esses temas teriam sido as primeiras gravações" da Valentim de Carvalho. Contudo, "sabe-se agora que  Amália gravou muita coisa em 1951, antes da viagem. E a maior parte desses trabalhos nunca foi editada", esclarece Frederico Santiago. Agora, 63 anos depois, estas músicas vão chegar ao público.

P.S.: Matéria transcrita do site do Correio da Manhã

quarta-feira, 9 de julho de 2014

SEMPRE BRASIL, A MINHA COPA CONTINUA. Texto de: José Ivam Pinheiro

Torcedor e Bandeira Brasileira
Foto disponível no sitio: copadomundo.uol.com.br

Serei sempre Brasil, não importa se no futebol o insuficiente jogo da nossa seleção, nos levou a momentânea tragédia do "apagão" que por ausência de bom toque de bola e técnica futebolística, ocasionou a derrota de 7 a 1 diante da Alemanha.
Ora, para mim, importa a força que vem do coração e que nos tornam grandes, afinal, somos pentacampeões mundial de futebol, façanha que nenhum outro país no mundo tem.
Sou mais meu Brasil pulsando forte e buscando dias melhores, para ganhar as Copas aqui, das políticas públicas decentes da inclusão social, portanto quero trabalho e geração de renda e que todo povo aprenda como deve democraticamente selecionar e eleger seus representantes - gestores executivos e legisladores que pensem na população, que venham com menos promessas e mais ações que beneficiem o povo, com qualidade de vida, segurança e justiça social.
Sou mais o Brasil, que é antes de tudo forte, na sua pujança de ser "ordem e progresso", mas, que seja luz divina de Deus, com oportunidades, saúde, educação, lazer e coração feliz para amar sem medo de ser felicidade e harmonia.
Meu país querido de dimensão continental de futebol sim, carnaval e poesia que emana no Hino Nacional, num grito só: " ...gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza.", que é terra adorada e amada por todos nós, que queremos ver crescer essa nação e aqui viver decente e dignamente na melhor vida possível ofertada por Deus.
Claro que a exemplo de todos bons brasileiros, exceto os vira-casacas e bajuladores dos times/seleções estrangeiras, renegados nos seus jeitos de "quanto pior melhor" que colocam camisas de outros países por moda ou por ser do contra, armamos os nossos corações e gritamos torcendo pela seleção, para que ela novamente fosse campeã, aliás hexacampeã, o que infelizmente não foi possível, e aí diante da "inexplicável e acachapante" derrota frente a Alemanha, o que restou foi a tristeza de todos que são bons patriotas brasileiros, com choro ou sem choro, nos olhos ou mina d'água jorrante marca no coração. Fiquemos e muito bem, a nossa parte torcendo e incentivando a seleção canarinha.
A derrota de hoje no futebol já passou, a Copa de 2014 com a taça nas nossas mãos não virá, pois ficará em outras mentes e mãos que a conquistarão com pés mais competentes do que os jogadores do selecionado de Felipão.
Por falar em Felipão - Luiz Felipe Scolari, vale aqui lembrar pois talvez algumas pessoas não mais recordam que o nosso pentacampeonato foi conquistado por este Senhor, que também é certo, hoje errou tecnicamente ao escalar o time e o colocá-lo posicionado em campo, mas, tem o mérito, a exemplo do Coordenador técnico da seleção - Carlos Alberto Parreira, esse comandante técnico do tetracampeonato, de nos der dado a alegria de gritar; Brasil Campeão.
Além do mais, não devemos menosprezar e esquecer que o selecionado alemão, hoje, dia 07.07.2014, jogou magistralmente, dando um verdadeiro show de bola, que, infelizmente para nós, lembrou um certo selecionado canarinho, que jogava por música, alegria e gols, o nosso Brasil de outrora.
E aí nos vem na mente uma pergunta, que é: E se Neymar estivesse bem e jogado pelo Brasil hoje, como seria? A Alemanha teria ganhado por esse placar? Claro que não sou advinho e vidente para decifrar essa charada, mas, entendo que os alemães teriam entrado em campo com outra visão, precavida e respeitosa, diante do inegável talento do nosso craque de futebol.
Mas, também é fato que o futebol jogado pela Alemanha foi infinitamente superior ao nosso, no decorrer de toda a Copa, portanto nada de chorar o leite derramado, aliás a chuva de gols tomados, pois o que devemos é levantar a cabeça, para encarar e vencer o próximo e ultimo jogo que decide o 3º e 4º lugares, e depois se planejar para a Copa de 2018, que ocorrerá na Rússia.
Agora, o que temos a fazer é vencer a Copa nossa dos problemas nacionais de cada dia, vencendo as adversidades das mazelas da insegurança e criminalidades, corrupção, mídia golpista, entraves burocráticos para fazer avançar o SUS na saúde, bem como buscar uma educação pública inclusiva e de qualidade, problemas na mobilidade urbana, falta de saneamento básico, transportes de qualidade com tarifas módicas, enfim gestão pública urbana e rural, inclusive com reforma agrária e fortalecimento da agricultura, agronegócios, pesca e pecuária dentre outros relevantes temas que deverão ser encarados e tratados na geração de boas políticas públicas.
Queremos também vencer as partidas contra todo mal que assola o país, fruto da ausência de humanidade nas cidades e no campo, para tanto queremos golear bonito vencendo as drogas, em especial o crack, que atualmente proliferam e exterminam os nossos jovens, tirando-lhes a vida e o viver, além de trazer os crimes que causam tantas tristezas as famílias, os homicídios e latrocínios em escala de uma verdadeira guerra civil no Brasil.
A Copa que eu e a nação brasileira quer ganhar é o estado de direito da paz, da democracia plena e consciente que nos rendam os gols da boa dignidade cidadã, políticas públicas hoje e amanhã com inclusão social e sustentabilidade de vida e ambiental, cultura, artes e poesia para todos, e se não peço muito, quero um "gol de placa" expresso na vontade de ser felicidade no chão da "...Terra adorada entre outras mil" que "...És tu Brasil, Ó Pátria amada!", sempre minha querida nação de mente, vida e coração.
Que assim seja, amém!

Natal, RN, Brasil, 07.07.2014.
22 h: 23 min - 23 h: 12 min.

JOSÉ IVAM PINHEIRO
Escritor e Poeta
De Currais Novos/RN-Brasil

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2014. Em Minas Gerais/Brasil.


Com o tema Entrecorpos, o Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana – Fórum das Artes 2014 traz ao público, entre os dias 4 e 20 de julho, diversas atrações culturais espalhadas por diferentes locais das duas cidades. Shows, exposições, oficinas, peças de teatro e de dança, mostras de cinema e atividades para as crianças integram a programação do evento. O evento é conhecido por evidenciar a cultura regional e reconhecido como o mais tradicional de Minas. Congrega uma série de atividades culturais. As curadorias envolvem Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Música, Literatura, Infantojuvenil, Patrimônio e Festival com a Escola. A ideia do tema deste ano, Entrecorpos, é trabalhar a relação dos corpos com os vários meios que eles se relacionam.

Sobre o Festival de Inverno...

O primeiro Festival de Inverno de Ouro Preto ocorreu em 1967. Foi formatado inicialmente por um grupo de professores da escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais com o intuito de levar a arte à coletividade. Realizado em Ouro Preto como atividade de extensão, o Festival teve uma segunda e consolidada edição em 1968. Apesar da forte repressão da ditadura militar, o evento realizado neste e nos anos seguintes propiciaram espaços para o debate e reflexão, englobando questões políticas em âmbito nacional e internacional.
Desenvolvido desde 2004 pela UFOP, na visão da extensão universitária, o Festival de Inverno reafirma a importância das manifestações culturais, do diálogo entre a população local e os visitantes, da troca promovida pela arte. Um encontro no qual a cultura popular e a academia, há quase 50 anos, ganham novos contornos e redesenham a visão da nação sobre si mesma.
A realização é da Universidade Federal de Ouro Preto, da Fundação Educativa Ouro Preto e das Prefeituras de Ouro Preto e Mariana.

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