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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

MENSAGENS POÉTICAS PARA DESCONTRAIR

Uma Trova Nacional
Meu avô é um garanhão!
Um segredo, assim, o torna:
é um tremendo comilão
de um tal ovo de codorna...
–Roberto Tchepelentyky/SP–

Uma Trova Potiguar
Bateu na porta da frente
e correu para a de trás.
Desta forma inteligente, 
pegou dez “sócios” ou mais!
–Francisco Macedo/RN–

Uma Trova Premiada
2007 > Bandeirantes/PR
Tema > VISITA > M/H.
Sobre o colo da visita
pula logo a cadelinha
e a visita, mesmo aflita,
tem que dizer: - Que gracinha!...
–Marina Bruna/SP–

Uma Trova de Ademar
Fui num forró outro dia,
“bebum” que só um caçote;
tinha um pote de água fria...
Fiz xixi dentro do pote!
–Ademar Macedo/RN–
 
...E Suas Trovas Ficaram
Vendo colírio e receio
que o patrão, por ser de lua,
queira pingar-me no meio
do próprio “olho da rua”...
–Aprygio Nogueira/MG–

Simplesmente Poesia
MOTE:
Feijoada sem tempero,
Pra mim não é feijoada...
 
GLOSA:
Pensei que fosse exagero
da cozinheira nervosa,
quero ver ficar gostosa
Feijoada sem tempero.
Nem pega gosto e nem cheiro,
não vai ter gosto de nada;
outra mulher convidada
também deu sua versão:
agua suja de feijão,
Pra mim não é feijoada...
–Augusto Macedo/RN–

Estrofe do Dia
Admiro muito o milho
pela sua utilidade,
dá xerém, dá mungunzá
pra  se comer a vontade,
e ainda sobra o sabugo
pra outra necessidade...
–João Izidro/PE–

Soneto do Dia
SONETO OITOCENTISTA
Nosso Segundo Império teve estilo
como nenhum país americano.
Deploro Deodoro e Floriano,
pois junto aos monarquistas me perfilo.
 
Com parlamentarismo a distingui-lo,
Dom Pedro foi tranqüilo soberano.
Temperamento oposto ao do tirano,
jamais diria: "Fi-lo porque qui-lo!".
 
O toque mais charmoso, além do bonde,
é o grau, de que a república me priva:
barão, duque, marquês, visconde, conde.
 
Mas eis que, agraciado pelo Piva,
recebo o que melhor me corresponde:
Já sou Conde Mattoso! Salve! Viva!
–Glauco Mattoso/SP–

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