NOTÍCIAS DA LUSOFONIA

sábado, 21 de abril de 2012

Conterrâneo "ADEMAR MACEDO" e suas "MENSAGENS POÉTICAS"

Trova do Dia: 

Estações da minha vida...
Imagem própria de outono,
sou folha descolorida,
perdida neste abandono...
(Jeanette De Cnop/PR)

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Trova Potiguar:

Juras de amor, ao luar,
são plenas, doces, sutis...
Espero ainda encontrar
aquelas que tanto quis.
(Ieda Lima/RN)

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Uma Trova Premiada:

2008 - Bandeirantes/PR
Tema - VIDA - M/E.
A vida em sua beleza,
deu-me tantas emoções,
que, mesmo ao sentir tristeza,
há doces recordações.
(Vanda Alves/PR)

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Poesia livre:

BUSCA.
– Maria Emilia Xavier/RJ –

De branco, ou prateado...
De amarelo, ou dourado...
Com sol, ou com chuva...
No calor, ou no frio...
Sem chapéu...Sem guarda chuva...
Com lenço e com documento...
Rindo de mim...
Sorrindo para o mundo...
Chorando pelo mundo e por mim...
Vou pela estrada,
em busca daquilo que falta me faz...

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Uma Trova de Ademar:

O amor que nos faz feliz
não se mede as dimensões;
é tal qual uma raiz...
Cresce em todas direções.
(Ademar Macedo/RN)

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...E Suas Trovas Ficaram:

Termina a noite estrelada...
E por estranha magia,
vejo as mãos da madrugada
abrindo as portas do dia...
(Abigail Rizinni/RJ)

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Estrofe do Dia:

Se você quiser mudar
o mundo que lhe rodeia,
não precisa cara feia
e nem precisa arengar.
basta você aceitar
que você não é perfeito.
E que só existe um jeito,
É simples, mas é profundo:
“-Só tem mudança no mundo,
quando se muda o sujeito.”
(José Acaci/RN)

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Soneto do Dia:

DIVAGAÇÕES.
– José Fabiano/MG –

A intuição, quantas vezes não me toma
E não me afirma que eu teria sido,
Em outras vidas, fâmulo ou valido
Do poder e ambição, que o amor não doma!

Diz que servi os césares em Roma,
E por mim o Papado foi querido;
Estive no Terror talvez perdido
E pertenci às hostes de Mafoma....

Será verdade? Como saberei?
Em tais revelações não acharei
A razão de meus dias conturbados?

Talvez... Mas, nesta dor a que resisto,
Não quero ouvir senão a voz do Cristo:
“Vinde a mim todos vós que estais cansados...”

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Neste sábado a banda Exagono regressa ao "Pau de Pita Bar". Sagres - Portugal

Pau de Pita

Musica ao vivo hoje na "Pizzaria Guloso". Raposeira - Vila do Bispo


IMPERDÍVEL!



Balões de gás espalham poesia pelo céu de São Paulo - Brasil

O sarau da Cooperifa reúne cerca de 500 pessoas 


todo mês de abril 

para soltar balões a gás contendo poemas. 

A iniciativa é do grupo “Sarau dos Poetas da Periferia” 


que surgiu há 11 anos no Jardim São Luis, zona sul da capital paulista. Vários poetas cometem atentados poéticos na periferia de São Paulo, e enche o céu, que um dia foi de bala perdida, com poemas que os identifica e os dignifica, cumprindo assim, uma função terapêutica, através da sublimação da dor e renovação das esperanças.

Um viva a poesia!!!

Veja a reportagem... Mas não se esqueça 


de desligar o som do Ipod do blogue!


POEMA DE "Luciana Dimarzio", POETA DE CAMPINAS - SÃO PAULO - BRASIL

(esculturas a céu aberto - Benson Garden - Colorado/USA)


RODA ABERTA


Porque nunca 

me conformei


com a mornidão 
das águas

e com a insipidez

dos temperos

que me visto de purpurina.




Porque nunca

compactuei

com mãos atadas e


mentes cerradas

que abro a roda,

estendo a mão

e abarco olhares aflitos.




Porque sempre cabe mais um.


  Luciana Dimarzio  

Luciana Dimarzio




Campinas - São Paulo

BRASIL

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Dia Internacional do Monumentos e Sítios - "Do Património Mundial ao Património Local" em Vila do Bispo - Portugal

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado à temática “Do Património Mundial ao Património Local – proteger e gerir a mudança”, a Câmara Municipal preparou um programa específico, celebrando a efeméride no próximo dia 21 de Abril, pelas 15h00, no Auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo.


Assim “Vila do Bispo, o “Cabo do Mundo”, um lugar de encontros”, é a iniciativa agendada para comemorar aquela data que se celebra a 18 de abril. Esta iniciativa, aberta à população em geral, consta de uma palestra/tertúlia que tem como objetivo refletir sobre a temática do “Património Cultural Português no Mundo”, onde será abordado o facto histórico da partida de uma caravela, em 1455, do mítico Cabo de São Vicente com destino à costa ocidental africana, passando pela construção de toda uma área de influência no Mundo e terminando, novamente, no território local, onde atualmente vivem pessoas oriundas do Brasil e de África, por exemplo.
Na palestra/tertúlia estarão presentes os oradores Adelino Soares (Presidente da Câmara Municipal), Artur de Jesus (Licenciado em História da Câmara Municipal), Maria da Conceição Câmara - Ceicinha Câmara (ligada à Cultura Luso-Brasileira), a Dra. Dália Paulo (Diretora Regional de Cultura do Algarve), e um representante da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Esta ação será enriquecida com a participação da comunidade escolar de Vila do Bispo, alunos da Escola do Ensino Básico do 1.º Ciclo n.º 1, de Vila do Bispo, que farão uma abordagem colorida desta temática, ligando Vila do Bispo e o Mundo.
 
 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Lançamento do livro "Poesia em Mim" de Deiwson Ferreira de Magalhães. Minas Gerais - Brasil


Deiwson Magalhães

Será lançado no dia 18 de abril de 2012, no salão Diamante do Clube dos Oficiais da Polícia Militar de Minas Gerais, na Rua Diábase, 200, bairro Prado em Belo Horizonte o quatro livro do autor contagense Deiwson Magalhães, intitulado “POESIA EM MIM”.
Autor de PENSAMENTOS DE UM SONHADOR (Poesias-2000), NAS PEGADAS DO PESADELO (Romance-2003) e PRENÚNCIO DO AMADURECER (Contos e crônicas – 2006), tem participação em mais de 14 antologias resultantes de concursos de poesias os quais participou.
Este novo trabalho é uma harmonia lírica entre poesias, pensamentos e fotografias. A obra é prefaciada pelo renomado poeta mineiro e curador do Belo Poético Rogério Salgado.
Mineiro e natural de Contagem, Deiwson conserva a poesia, o romantismo em textos simples, contudo de uma riqueza sentimental igualável aos grandes escritores de nossa literatura. O jeito mineiro, as montanhas, sua gente, a cultura regional e suas experiências de vida são traduzidas nesse trabalho em 176 páginas de muita magia. Totalmente ilustrado com fotografias do arquivo pessoal do próprio autor, resumo de suas andanças por esse Brasil afora que completam essa produção de  rara beleza. Autor de outros três livros percebe-se claramente nesta obra um amadurecimento lítero-poético que nos arremete num mundo da fantasia em contraste a um cotidiano tão seco, insensível e insosso.
Deiwson Magalhães é membro da Academia Contagense de Letras, Acadêmico Efetivo Curricular da Academia João Guimarães Rosa da Polícia Militar, Acadêmico Efetivo Curricular da Academia de Letras do Brasil e atualmente cursa o 1º período de jornalismo na Faculdade Estácio de Sá em Belo Horizonte. 1º sargento Policial Militar a 27 anos, trabalha atualmente no COPOM – Centro de Operações da Polícia Militar, onde exerce a função de relatorista.
Os convidados e amigos poderão adquirir o livro no local onde autor procederá aos autógrafos durante um poético coquetel que será servido.

LOCAL: Salão Diamante do COPM: Rua Diábase, nº 200, Prado,
              CEP 30411-060 ––Belo Horizonte –– MG.
DATA-HORA: 18 de abril de 2012, às 19:30h.

Cearamirinense "Joãozinho" grava DVD no próximo 3 de maio


SHOW COM VÁRIAS PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

IMPERDÍVEL!

RESERVA DE MESA: 84 9175 4870 e 84 9155 1777

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Grande Lançamento: "Romanceiro Potiguar" do folclorista e pesquisador DEÍFILO GURGEL DE NATAL/RN

Livro de Deífilo 

contempla romances ibéricos e brasileiros


Imagem do Google

"Romanceiro potiguar", do folclorista e pesquisador Deífilo Gurgel, falecido em fevereiro, será lançado quarta-feira, dia 18, a partir das 19 horas, no Palácio da Cultura (antigo Palácio Potengi), na praça Sete de Setembro, em Natal/RN - Brasil, por iniciativa da Fundação José Augusto.
O livro será vendido a R$ 40,00.
O "Romanceiro Potiguar" é uma obra inédita do folclorista e pesquisador, Deífilo Gurgel, fruto de uma pesquisa realizada entre as décadas de 1980 e 1990 e que reúne um dos mais ricos apanhados da oralidade dos romanceiros tanto de origem Ibérica, quanto brasileira. 
O livro conta com ilustrações do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Iaperi Araújo. 
O livro é constituído das seguintes divisões: 
Romances Ibéricos e Romances Brasileiros, que se subdividem da seguinte forma: 
Romances Palacianos, acontecidos entre a nobreza europeia; 
Romances Religiosos ou Sacros, que falam da vida de Jesus e de episódios ocorridos na vida de santos do catolicismo; 
Romances Plebeus, da gente do povo; 
Romances da Pecuária, que contam a vida de bois legendários: 
Boi Espácio, Boi Misterioso, Boi Surubim; 
Romances do Cangaço, relatos da vida e da morte de valentões sertanejos, desde épocas remotas: “Zé do Vale”, “O Cabeleira” e vários outros; Romances Burlescos, encenados outrora em teatrinhos mambembes e circos de cavalinhos. 
Ao todo são 330 versões de romances ibéricos e brasileiros.

Informações da Assessoria de Imprensa da Fundação José Augusto.

Festa em Pedralva com os "Tokamaki", Jogos, Teatro, Pinturas... Imperdível!

Começa hoje I Jornadas de Línguística Hispánica em Lisboa - Portugal


I Jornadas de Linguística Hispânica


Data : De 16 de Abril até 18 de Abril
Local : Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Jornadas organizadas pelo Departamento de Linguística Geral e Românica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em colaboração com a Casa da América Latina e as Embaixadas dos Países Latino-Americanos. O espanhol é hoje a segunda língua mais falada no mundo, com mais de 450 milhões de falantes, em mais de vinte países. Nestas jornadas será abordada a particularidade da língua nos diversos contextos em que ela é falada, desde regiões de determinados países ao que deriva do contacto com outras línguas, incluindo as indígenas, no caso da América Latina.

Consulte aqui o programa 

domingo, 15 de abril de 2012

I Centenário do Naufrágio do Titanic


Foi na noite e madrugada dos dias 14 e 15 de Abril de 1912, que se afundou o RMS Titanic, uma tragédia   resultou na morte de mais de 1.500 pessoas, o que levou a considerá-la como uma das piores catástrofes marítimas de todos os tempos. Desde logo, passou a fazer parte da Cultura Popular Universal, começando a servir de inspiração a muitos romances fictícios na Literatura, no Cinema e na TV, passando pela Música e vindo mais recentemente a ser explorado pelas produtoras de jogos de computadores.
Trata-se, efectivamente, de um acontecimento inesquecível que ainda suscita sentidas emoções e que nos cabe recordar aqui nesta ocasião do seu centésimo aniversário. Para tal irei transcrever um trabalho e pesquisa da autoria de Carlos Leite Ribeiro publicado no Portal “CEN – Cá Estamos Nós” que conta com a formatação de Iara Melo.

A tragédia

O Titanic era um paquete (navio transatlântico) britânico que, durante a sua primeira viagem se afundou na noite de 14 para 15 de Abril de 1912, depois de ter chocado com um icebergue a Sul da Terra Nova.



Mais de 1500 pessoas pereceram nesse naufrágio. Em 1985, seus destroços foram localizados a 4000 metros de profundidade.
Ao anoitecer de 14 de Abril, o Comandante Smith mandou reforçar a vigia no mastro de proa (frente do navio), e fornecer binóculos.

Esses equipamentos não foram encontrados e os vigias tiveram que fazer o seu trabalho apenas com a sua visão. O Comandante Smith retirou-se para os seus aposentos e deixou no comando na ponte o Segundo Oficial Charles Lightoller, que mais tarde foi substituído pelo Primeiro-oficial William Murdoch.
A noite estava fria e calma, sem ondulação e sem vento. Somente a luz das estrelas e do Titanic iluminavam a escuridão. Às 22h30, a temperatura da água do mar era gélida, cerca de 0,5º abaixo de zero, o suficiente para matar por hipotermia uma pessoa em apenas vinte minutos.
Às 23h40, os vigias do mastro, Frederick Fleet e Reginald Lee, avistaram uma sombra mais escura que o mar à frente. A imensa sombra cresceu rapidamente e revelou ser um imenso iceberg na direcção do navio.
Imediatamente o pânico deu lugar aos reflexos e Fleet tocou o sino de alerta do mastro três vezes e ergueu o comunicador para falar com a Ponte de Comando. Preciosos segundos se perderam até que o comunicador foi atendido pelo Sexto Oficial Paul Moody onde Fleet gritou "Iceberg logo à frente". O Primeiro-oficial que ouvira e vira a imensa massa de gelo na direcção do navio, entrou na ponte de comando. Gritou, ordenando ao timoneiro Robert Hitchens "tudo a estibordo", e à casa de máquinas, "máquinas a ré toda a força".
Na ponte de comando e no mastro de proa, os tripulantes observaram inertes o imenso iceberg vindo em rumo de colisão. Na casa das máquinas, a correria foi grande. O vapor que estava a ser enviado para os motores tinha de ser fechado, a fim de parar os pistões.
Nas salas de caldeiras, os carvoeiros tiveram que parar de alimentar as fornalhas e abrir os abafadores das caldeiras. Quando os enormes pistões estavam quase parados, uma alavanca na base dos motores fora acionada para reverter os giros das hélices centrais, e então as válvulas tiveram que ser novamente acionadas para libertar o vapor para entrar nos motores que começaram a girar no sentido inverso.
A hélice central assim que fora acionado o reverso dos motores parou de funcionar, pois este não era acionado pelos motores do navio, mas por uma turbina que era alimentada pela sobra do vapor dos motores.
A proa do navio começa a deslocar-se do Iceberg, e 47 segundos após se ter visto o Iceberg, não se consegue evitar a colisão. Esta ocorre às 23h40, na Latitude 41º 46´N e Longitude 50º 14´W. Arestas do Iceberg colidem com o casco do navio, fazendo com que se soltem os rebites entre as placas de aço, resultando em pequenas aberturas no casco, tendo sido afetados mais de noventa metros de casco deixando abertos os 5 compartimentos estanques. Apenas 20 minutos depois, o convés já tinha começado a inclinar-se.
O vigia Fleet baixa-se no ninho da gávea do mastro de proa e sente o navio tremer e pedaços de gelo são arremessados ao convés da proa. O navio todo treme e na ponte de comando o oficial Murdoch aciona imediatamente o encerramento das portas estanques. Nos porões de carga do navio, a água jorra com imensa força.
Seguiu-se então um estrondo e a água do mar rompeu por toda a lateral da sala de caldeiras número seis. As primeiras vítimas foram cinco operários que lutavam para manter seguras as correspondências na sala de correios inundada logo após a colisão. Morreram todos afogados tentando salvar as cartas que rumavam para a América a bordo do navio. Com o abanão provocado pela colisão, muitos passageiros acordaram.

O Comandante Smith dirigiu-se imediatamente para a ponte de comando e foi informado do ocorrido. Ordenou imediatamente a paragem total das máquinas. Com a paragem das máquinas, um barulho ensurdecedor é ouvido na área externa do navio, devido à grande quantidade de vapor expelido. O Comandante Smith chamou o Engenheiro-chefe, Thomas Andrews, e solicitou um exame das avarias.
Após alguns minutos, Andrews selou o destino do Titanic dizendo: "O navio vai afundar, temos menos de duas horas para evacuá-lo".
Bruce Ismay, Presidente da White Star Line e o Comandante Smith mostraram-se incrédulos com o relato. "O Titanic não pode afundar" - menciona Ismay - "é impossível ele afundar".
Haviam sido atingidos 5 compartimentos estanques.

Com quatro compartimentos, o Titanic ainda conseguiria flutuar, mas o peso de cinco compartimentos cheios de água a proa inundaria, fazendo com que a água atravessasse para os outros compartimentos, por cima das portas estanques. A água do sexto compartimento passaria para o sétimo compartimento, depois para o oitavo compartimento, e assim por diante.


O colossal paquete

Origem do nome Titanic: na mitologia grega, os Titãs eram uma raça de gigantes semelhantes a deuses que eram considerados personificações das forças da natureza. Eles eram os doze filhos (seis irmãos e seis irmãs) de Gaia e Uranus. Cada filho casou-se ou teve filhos de uma de suas irmãs. Eles são: Cronus e Rhea, Lapetus e Themis, Oceanus e Tethys, Hyperion e Theia, Crius e Mnemosyne, e Coeus e Phoebe. Um dos Titãs chamava-se exactamente Oceanus.

O RMS Titanic foi um navio transatlântico da Classe Olympic operado pela White Star Line e construído nos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast, Irlanda. Até ao seu lançamento em 1912, ele foi o maior navio de passageiros do mundo.[...]


O Titanic provinha de algumas das mais avançadas tecnologias disponíveis da época e foi popularmente referenciado como "inafundável" - na verdade, um folheto publicitário de 1910, da White Star Line, sobre o Titanic, alegava que ele fora "concebido para ser inafundável".
Foi um grande choque para muitos que, apesar da tecnologia avançada e experiente tripulação, o Titanic ainda afundou com uma grande perda de vidas humanas. Os meios de comunicação social sobre o frenesi de vítimas famosas do Titanic, as lendas sobre o que aconteceu a bordo do navio, as mudanças resultantes do direito marítimo, bem como a descoberta do local do naufrágio em 1985 por uma equipe liderada pelo Dr. Robert Ballard fizeram a história do Titanic persistir famosa desde então.

O Titanic foi um transatlântico da White Star Line, construído nos estaleiros da Harland e Wolff, em Belfast, Irlanda destinado a competir com os navios Lusitania e Mauretania da empresa rival Cunard Line.


O Titanic, juntamente com os seus irmãos da classe Olympic, o Olympic e o ainda em construção Britannic (originalmente chamado de Gigantic), se destinavam a ser os maiores e mais luxuosos navios a operar.
Os projectistas foram William Pirrie, director de ambas as empresas Harland and Wolff e White Star, o arquitecto naval Thomas Andrews, gerente de construção e chefe do departamento de design da Harland and Wolff  e Alexander Carlisle, o projectista chefe e gerente geral do estaleiro do Titanic.
Carlise sugeriu que se usasse no Titanic turcos maiores que poderiam dar ao navio um potencial de transporte de 48 botes salva vidas; isso seria o bastante para acomodar todos os passageiros a bordo. No entanto, a White Star Line, concordando com a maioria das sugestões, decidiu que apenas 16 botes salva vidas de madeira (16 sendo o mínimo permitido pelas leis da época, baseada na tonelagem projectada do Titanic) seriam transportados (também havia quatro botes salva vidas desmontáveis) que no total poderiam acomodar apenas 52% das pessoas a bordo.
A construção do RMS Titanic, financiada pelo americano J.P. Morgan e sua companhia International Mercantile Marine Co., começou em 31 de Março de 1909. O casco do Titanic foi lançado no dia 31 de Maio de 1911, e sua equipagem foi concluída em 31 de Março do ano seguinte.


O Titanic tinha 269,10 metros de comprimento e 28 m de largura, uma tonelagem bruta de 46,328 toneladas, e uma altura da linha d'água até o deck de botes de 18 metros. O Titanic continha dois motores de quatro cilindros de expansão tripla, invertido com motores a vapor e uma turbina de baixa pressão Parsons de três hélices.
Havia 29 caldeiras alimentadas por 159 fornos de carvão à combustão que tornaram possível a velocidade máxima de 23 nós (43 km/h). Apenas três das quatro chaminés de 19 metros de altura eram funcionais; a quarta chaminé servia apenas para ventilação; foi adicionada para dar ao navio um olhar mais impressionante.
O navio podia transportar um total de 3,547 pessoas, entre passageiros e tripulação e, por transportar correio, usava o prefixo RMS (de Royal Mail Steamer), bem como SS (Steam Ship).
Ele ofereceu uma piscina a bordo, um ginásio, banho turco, bibliotecas, tanto em relação à primeira e a segunda classe, squash e um tribunal. As salas da Primeira classe eram enfeitadas com detalhes em madeira, móveis e outras decorações caras. Além disso, o Café Parisiense oferecia cozinha de primeira classe para os passageiros, com uma varanda de pôr-do-sol equipada com decorações trellis.


O navio incorporou recursos avançados tecnologicamente, para sua época. Tinha um extenso subsistema eléctrico alimentado com geradores de vapor para iluminação total do navio.
Ele também ostentou dois telégrafos Marconi sem fio, incluindo um rádio de 1500 watts de potência tripulado por operadores de rádio que trabalharam em turnos, permitindo o contacto e a transmissão de mensagens de muitos passageiros.

Por Leonel Salvado

O Ibram conectando todos os museus do Brasil, de 18 a 20 de abril, em Natal/RN


Conectando TODOS os museus do Rio Grande do Norte

De 18 a 20/04, o IBRAM estará conectado ao Rio Grande do Norte e levará diversos temas como Estratégias de Fomento e Financiamento, Estatuto de Museus, Plano Nacional Setorial de Museus, dentre outros, para serem discutidos diretamente com o estado.

Participe deste diálogo para construir um país que se orgulha de preservar seus museus e sua memória.

LOCAL: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel - Rua Jundiaí, 641, Tirol, Natal/RN.
HORA: 18/04 - 9 às 18h, 19/04 - 9 às 18h30, e 20/04 - 9 às 17h.
INSCRIÇÕES: As inscrições poderão ser realizadas na Coordenadoria de Museus da SEC/FJA, Rua da Conceição, 641, Cidade Alta, Natal/RN, ou pelo e-mail vilafelizhelio@ig.com.br.
Para mais informações, contate (84) 3232-6371 ou (84) 8127-5898.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Re-CoverBand neste sábado (14-04) no Pau de Pita Bar. Sagres - Portugal

Re-CoverBand ao vivo no Pau de Pita

Este Sábado, dia 14 de abril, 

pelas 22 horas, 

o Pau de Pita vai ter pela primeira vez: 

Banda Re-CoverBand

Inauguração do 1º Espaço Para Shows de Ceará Mirim/RN-Brasil

INAUGURAÇÃO DO FORRÓ DO PEGA

Festa de inauguração do 1º Espaço para shows 

de Ceará Mirim, dedicado à cultura nordestina 

do Forró Pé de Serra. 

Com animação de Joãozinho e Forró Panela Velha 

e mais Forasteiros do Forró.

Neste sábado (14-04)

Às 21 horas

IMPERDÍVEL!

Brasileira internada há 36 anos em UTI lança livro escrito com a boca

Por: CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
Fonte: Folha.com

Eliana Zagui,38, é vítima de paralisia infantil e desde de um ano e meio mora no Hospital das Clinicas
Eliana Zagui,38, é vítima de paralisia infantil

e desde de um ano e meio mora no Hospital das Clinicas


Imagem de: Marisa Cauduro/Folhapress

Faz 36 anos que Eliana Zagui vive deitada num leito de UTI do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo/Brasil. Vítima de paralisia infantil aos dois anos, ela perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Respira com ajuda de equipamentos.
Na cama, a menina se formou no ensino médio, aprendeu inglês, italiano, fez curso de história da arte e tornou-se pintora. Tudo isso usando a boca para escrever, pintar e digitar. Nesta terça-feira, 10 de abril, lançou (só para convidados) seu primeiro livro: "Pulmão de Aço - uma vida no maior hospital do Brasil" (Belaletra Editora).
Pulmão de aço é o nome de uma máquina, inventada na década de 1920, parecida com um forno. As pessoas com insuficiência respiratória eram colocadas dentro dela, com a cabeça de fora.
Eliana ficou cinco dias lá dentro, mas não funcionou. A pólio havia paralisado completamente o diafragma e a deglutição. Ela teve, então, que ser conectada para sempre a um respirador artificial. Só consegue ficar poucas horas longe do aparelho.

Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital, escreve em seu livro dedicatória
Eliana Zagui, que desde os dois anos vive em hospital,

escreve em seu livro dedicatória.

Imagem de: Marisa Cauduro/Folhapress

Entre 1955 e o final da década de 70, 5.789 crianças vítimas da pólio foram internadas no HC. Sete delas, atingidas com mais severidade, ficavam lado a lado na UTI. "Nós nos apegávamos um ao outro, como numa grande família. Era a única maneira de suportar aquilo tudo", lembra Eliana.
Da turminha, só sobreviveram ela e Paulo Machado, 43, que divide o quarto com a amiga e cuja história de vida também aparece no livro. "A Eliana é minha irmã, a minha família. Tem temperamento forte. Quando vejo que ela está brava, coloco os fones de ouvido e fico na minha", diz.
Eles poderiam viver com suas famílias, com o apoio do hospital. Mas nunca houve interesse por parte delas. Os parentes raramente os visitam. "Não me magoo mais. Já sofri muito e hoje aprendi que cada um é cada um."
Eliana e Paulo passam a maior parte do tempo na internet. Ela gosta de sites de relacionamentos, de pintura e artesanato. Paulo é aficionado por cinema. Está envolvido na produção de uma animação cuja protagonista é Teca, o apelido carinhoso pelo qual chama Eliana. E, para ela, o amigo é o Teco.
Quando é necessário, ele faz as vezes de irmão mais velho. "Dias atrás, eu me irritei no Face [Facebook] e postei uma mensagem malcriada. O Paulo viu e me chamou a atenção", conta Eliana, que chegou a ter 3.000 amigos virtuais. "Fiz uma limpa no final do ano e só deixei uns cem. Agora tenho uns 300, mas preciso limpar de novo."
A saudade dos amigos reais, os quais viu morrer um a um, é o que mais a entristece. "Foram momentos tão bons. Mas não voltam mais."
No livro, ela relata que flertou com o suicídio. "Avaliava as possibilidades: arrancar a cânula da traqueia com a boca, cortar ou furar o pescoço." E encerra com humor. "Descobrimos que até para morrer antes da hora precisamos da ajuda de alguém."
Eliana diz que, volta e meia, essas ideias ainda a visitam, mas que hoje tenta aliviar suas angústias nas sessões semanais de análise.

A jornalista Cláudia Collucci perguntou-lhe se sonha em viver na casa dos pais. "Não. Eu iria estagnar", responde convicta. Mas, sim, ela sonha em morar fora do hospital.
Em dezembro de 2011, pela primeira vez em 36 anos, passou o Natal fora do HC, na casa de amigos. Foi de maca e com respirador artificial portátil. "Foi uma experiência ótima, indescritível."
Quanto ao livro, Eliana diz esperar que ele ajude "aqueles que não querem nada com a vida". "É claro que cada um tem as suas dores. A minha desgraça não é maior que a sua nem a sua é maior que a minha. Mas é sempre bom poder aprender a tirar o que vale a pena da vida."

PULMÃO DE AÇO

AUTORA Eliana Zagui

PREÇO R$ 36
PÁGINAS 240
EDITORA Belaletra