NOTÍCIAS DA LUSOFONIA

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Escritora portuguesa Inês Pedrosa no Festival Literário de Santos/SP-BRASIL.


A escritora portuguesa Inês Pedrosa é uma das personalidades estrangeiras convidadas pelo Festival Internacional de Literatura "Tarrafa Liiterária" que começou na última quarta-feira (24-08) em Santos, no Estado de São Paulo - Brasil.


A cerimónia de abertura do Festival - que vai até domingo - realiza-se  no Teatro Guarany de Santos, no Centro Histórico da cidade.

Participam cerca de 40 autores em 11 mesas de debates. Além da portuguesa Inês Pedrosa e do irlandês Ian Sansom, o evento contará com a presença de escritores e jornalistas brasileiros, como Fernando Morais, Laurentino Gomes e o cartunista Laerte, entre outros.

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DALUZINHA CONVIDA PARA OFICINA DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIA, EM NATAL/RN-BRASIL


Incrições no SIEC (6º andar da Secretaria de SAÚDE) para esta nossa OFICINA que acontecerá dentro da PROGRAMAÇÃO DO AGOSTO DA ALEGRIA, no SOLAR HÉLIO GALVÃO, 27 e 28 de agosto, das 9 as 17H, tudo absolutamente grátis, inclusive as refeições, DALUZINHA VAI AMAR VER VOCÊS por lá... Maiores informações no FONE 3232-2580. 
BJO no 

DALUZINHA

3ª edição do Workshop de Voz e Orquestra, em Ponta Delgada/Açores-Portugal.


Por: Carlos Alberto Alves
jornalistaalves@hotmail.com


O Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, recebe a 3ª edição do Workshop de Voz e Orquestra de 30 deste mês a 02 de setembro.


Este workshop, orientado por formadores do Hot Club de Portugal, propõe-se a desenvolver várias técnicas no domínio musical: interpretação estilística, técnica vocal e instrumental, expressão musical; improvisação, aspetos teóricos da harmonia de jazz; trabalho de conjunto (orquestra, coro, pequenas formações), repertório e leitura. O evento destina-se a vocalistas e instrumentistas (cordas, sopros, piano, guitarra, baixo, bateria/ percussão) de todos os níveis de experiência e idades.

A cantora e professora de voz Paula Oliveira, conhecida do grande público através do seu trabalho no programa "Operação Triunfo", e Pedro Moreira, uma das principais referências do jazz português, com uma atividade intensa como saxofonista, compositor, maestro, arranjador e docente, são os mentores do projeto. A eles juntar-se-ão os formadores João Moreira (trompete), Claus Nymark (trombone), Filipe Melo (piano), Bruno Santos (guitarra), Bernardo Moreira (baixo/ contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria).

A 02 de setembro, último dia do workshop, formandos e formadores juntar-se-ão num espetáculo de apresentação do trabalho desenvolvido.

LANÇAMENTO DE "A FEBRE DO OURO", DO PORTUGUÊS VIEIRA CALADO.


O livro vai ser apresentado, 
pelas 21 e 30, do dia 27, Sábado próximo, 
na Feira do Livro, 
nos antigos Paços do Concelho de Lagos.

REGIÃO ALGARVE - SUL DE PORTUGAL

Fragmentos do livro aqui

UM LINDO POEMA DE CIRO TAVARES. ELE QUE FAZ ANIVERSÁRIO HOJE. PARABÉNS, AMIGO!


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PRESIDENTE E CONFRADE "PEDRO SIMÕES ENVIA-ME BOAS NOTÍCIAS DA ACLA. CONFIRA!


A ACADEMIA CEARAMIRINENSE 

DE LETRAS E ARTES PODERÁ ADMINISTRAR 

A CASA GRANDE DO GUAPORÉ.


Pedro Simões, diz...

Pedro Simões
Se depender da Fundação José Augusto, a Casa Grande do Guaporé será administrada pela ACLA com apoio da própria Secretaria da Cultura. Essa possibilidade foi provocada por mim, que relatei o completo estado de abandono do mais significativo monumento cultural de Ceará-Mirim, que além de se constituir num "museu", inerte, sem o acervo mobiliário, ainda vem sendo depredado pelos vândalos por falta de um simples serviço de vigilância, tamanha é a insensibilidade dos seus mantenedores. A idéia que submetemos à consideração da Secretária da Cultura, Isaura Amélia Rosado Maia, é a de restaurá-lo e entregar à comunidade uma "Casa da Cultura", abrigando eventos culturais, encontros, seminários, exposições, etc.
Há um impasse: o imóvel, tombado pela FJA é propriedade do empresário Geraldo Melo que agora reivindica a sua posse, desfazendo o contrato de comodato com a Fundação José Augusto. Argumentamos com a Secretária que certamente Geraldo Melo se ressentia do fato da destruição do seu patrimônio, abandonado, mas que poderia reconsiderar diante da perspectiva de uma nova gestão, responsável e articulada, capaz de viabilizar um plano de restauração - como já se encontra em marcha com uma equipe de Recife - e de dar uma função utilitária ao próprio espaço.
É nossa idéia formar uma comissão composta pelo professor Assis Rodrigues, historiador Franklin Marinho, pesquisador Gibson Machado e eu, para trocarmos idéias com Geraldo Melo e dona Edinólia Melo, ex-prefeita da cidade e pessoa sensível à cultura, para chegarmos a uma solução consensual. É bom não esquecer que dona Edinólia Melo impulsionou o movimento cultural do município com a construção da "Estação Cultural Roberto Varela" e diversos eventos ligados à cultura.

Padre Bianor (Paróquia de Ceará-Mirim), Izaura Rosado Maia (Secretária Extraordinária da Cultura do Rio Grande do Norte) e Pedro Simões (Presidente da ACLA)

SECRETÁRIA ISAURA ROSADO 

APOIA A CULTURA DE CEARÁ-MIRIM


Hoje (23-08) pela manhã a Secretária da Cultura do RN, Isaura Rosado, nos recebeu em audiência - o padre Bianor e eu. Simpática, de trato simples e irradiando muita energia, a titular da cultura nos ouviu atenciosamente durante quase uma hora. Discorremos sobre a situação crítica do município, em meio a uma crise econômica sem precedentes, e desfavorecido nos empreendimentos culturais. Tratamos da possibilidade de adoção de uma alternativa capaz de gerar emprego e renda, utilizando, exatamente, o maior produto de exportação de Ceará-Mirim: a cultura. Informamos que a nossa idéia era a de inserir o município no trade turístico para operar em nível nacional, nos períodos de alta e de baixa estação, e a nível interno, na entre-safra, mantendo aquecida a demanda o ano inteiro. Amostramos o acervo cultural do Valeverde, não apenas no aspecto arquitetônico e histórico, mas na fusão com o seu patrimônio ativo, contemporâneo. A qualidade dos artistas plásticos, poetas populares, atores, músicos, escritores e historiadores, as manifestações da cultura popular, o artesanato...e o apoio e credibilidade da nossa Academia no seio dos produtores culturais locais.
Finalmente, o padre Bianor a informou que havia confiado à Academia Cearamirinense de Letras e Artes - ACLA, a coordenação da parte cultural da Festa da Padroeira, manifestando a sua expectativa de que essa iniciativa tornasse essa tradicional festa religiosa num modelo inovador que incorporasse o profano com fins educativos, lúdicos e utilitários. Chamando atenção para o fato de que essa oportunidade seria a primeira iniciativa piloto para os empreendimentos que se seguiriam, solicitamos o apoio financeiro e logístico da SC para esse evento, um ciclo que se inicia no dia 27 de novembro e prossegue até 08 de dezembro.
Entregamos uma planilha elaborada pela equipe da ACLA coordenada por Gibson Machado, onde se detalha a programação dos eventos dia-a-dia e o seu custo. A Secretária aceitou o desafio e nos encorajou dizendo que nós iríamos nos surpreender com o apoio que iríamos receber para essa festa.
Saímos, o padre Bianor e eu, com a convicção de que a secretária estava engajada no projeto de revitalização cultural de Ceará-Mirim.

Equipe da Secretária Izaura Rosado, com Pedro Simões e Padre Bianor.

FestLuso - Festival de Teatro Lusófono já começou no Piauí-BRASIL

FestLuso

Em sua 4ª edição, o FestLuso (Festival de Teatro Lusófono) consolida-se como um dos maiores eventos a reunir artistas de países de Língua Portuguesa. Até ao próximo domingo (28), Teresina, capital do Piauí, receberá mais uma vez representantes de pelo menos cinco palcos lusófonos. Portugal, Moçambique, Angola e Cabo Verde, além do Brasil, confirmam presença na capital para mais uma semana de intercâmbio na arte dramática.

De acordo com o coordenador, Francisco Pellé, um dos destaques deste ano é a diversidade de espetáculos oferecidos. "Teremos peças para o público infantil, dramas, comédia. O FestLuso vem recheado", comenta. O festival vai receber, pela primeira vez, um espetáculo de bonecos e formas animadas.

A coordenação do festival decidiu também investir em oficinas  nesta edição. Serão 4 minicursos gratuitos ministrados por profissionais nacionais e internacionais - entre eles, o realizador português Hekder Costa -   voltados para aqueles que têm interesse em teatro ou desejo de se aperfeiçoar.

Gerido pelo Grupo Harém de Teatro, o FestLuso mantém a decisão da última edição: toda programação será gratuita. "Somos a favor da democratização cultural, portanto, prioriza-mos o acesso do público, seja nos espetáculos, shows ou oficinas", afirma Airton Martins, presidente do grupo.

Patrocinado pela Oi e Oi Futuro, o FestLuso conta com apoio do Governo do Piauí, Prefeitura Municipal de Teresina e Fundac, através do Sistema de Incentivo à Cultura (Siec).

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Concurso de Poesia Zila Mamede, em Parnamirim/RN-Brasil


Na quinta-feira dia 25 será realizado às 19h na sede do jornal Potiguar Notícias o lançamento do livro com as poesias vencedoras do 4º Concurso de Poesia Zila Mamede e também lançado o edital com o regulamento da 5ª edição do prêmio. 
Promovido pelo jornal Potiguar Notícias e pela ONG Educante, o Concurso Zila Mamede teve início em 2005, e foi realizado anualmente até 2008, tendo sido interrompido em 2009 com a premiação dos vencedores do ano anterior. Reformulado, o concurso, que lançou três livros e ajudou a revelar novos poetas, foi reformulado para retomar em 2011. 
Segundo a coordenação do concurso, formada pelos jornalistas José Pinto Junior e Cefas Carvalho, a expectativa é lançar o livro com os vencedores da 5ª edição ainda este ano. 

4ª EDIÇÃO 
Na 4º edição do Concurso, realizado em 2008, o vencedor foi Wescley Gama, sendo a 2ª colocada Elizabeth Rose e a 3ª colocada Adélia Danielli. Os três receberam prêmios em dinheiro e certificados. 
Também receberam certificados na 4ª edição, mais dez poetas que obtiveram menção honrosa: Anne Guimarães, Araceli Benevides, Iara Maria Carvalho, Luciene Danvie, Itamir Vieira, Drika Duarte, Márcio Magnus, Adriano Gray Caldas, Marcilio Oliveira e José de Sousa Xavier. 
O 4º Concurso Zila Mamede, realizado de julho a outubro de 2008 teve 96 poetas inscritos de 15 municípios potiguares. O júri foi formado pelos poetas Aluizio Mathias, José Acaci e Eduardo Gosson. 
A sede do PN fica na Rua José Serafim Nunes, 145, bairro vale do Sol, em Parnamirim. Mais informações pelo telefone 3272-1919 e no portal www.potiguarnoticias.com.br , onde o edital estará disponibilizado a partir do dia 25. 

fonte:www.cefascarvalhojornalista.blogspot.com 

CICLO DE PALESTRAS NO MEMORIAL CÂMARA CASCUDO, EM NATAL/RN-BRASIL

HOJE, A PARTIR DAS 14 HORAS. 

IMPERDÍVEL!!!


terça-feira, 23 de agosto de 2011

HOMENAGEM A "ZÉ SALDANHA" NA ENTREGA DO 1º TROFÉU FABIÃO DAS QUEIMADAS, EM NATAL/RN-BRASIL


Ontem (22-08), o Poeta Zé Saldanha recebeu uma homenagem através do I Troféu "Fabião das Queimadas" pelos serviços prestados à cultura popular do Rio Grande do Norte. Diversos outros artistas, poetas, folcloristas e entidades também receberam essa homenagem. A semana da cultura do RN está com diversos projetos, dentre eles o seminário promovido pela FUNCARTE sobre o folclorista Veríssimo de Melo.

FONTE: Facebook de Zé Saldanha

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Livro "Brasil e Portugal - Elos Poéticos"


Sobre o livro "Brasil e Portugal - Elos Poéticos", colectânea organizada por Valdeck de Jesus, escreve Renata Rimet :


"Não estamos soltos no universo, temos raízes, origem, início, meio e recomeço...

Cá estamos, influenciados, influenciáveis, influentes, fluentes, por assim dizer, no universo de letras, signos e símbolos; ligados por afluentes, águas que nos lavam a alma, inspiram e tantas vezes conspiram contra ou a favor, sem saber que o certo não existe, apenas precisamos que a comunicação exista…

Os termos misturam-se, em cada vértice é possível classificar o comportamento plural de lusófonos espalhados pelo mundo.


Provocantes e provocados, nem tão inocentes, nem tampouco culpados... Apenas apaixonados por uma língua, por seu sotaque, dialetos, que confundem, misturam-se ao cotidiano e não fogem da raiz, não se desligam da origem.

Quem somos hoje, se não irmãos criados à distância com hábitos desiguais, cultura diversificada. Em comum temos a língua pátria, a literatura e o mar…

Quem nunca se aventurou por mares distantes, por entre as linhas de poetas lusitanos, talvez não compreenda o quanto é preciso navegar, lançar-se ao mar em busca de riquezas e aventuras, despedir-se de amores em portos incertos, descrente do próprio retorno.

A saudade, o mar salgado por lágrimas, o amor, a dor... Tudo cantado em verso e prosa, retrato fiel de um povo que ousou cruzar fronteiras...

“Quero um poema Angolano, recitado por uma menina do Timor, que fora alfabetizada na escola Brasileira, por uma professora Portuguesa, com livros editados em Cabo Verde, aplaudida por toda São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau e Moçambique”.

O sentido de “globalizar” me vem por completo ao ouvir Daniel Teixeira (rádio Raiz Online), e é nessas horas que temos a exata dimensão do poder de uma língua. São centenas, quem sabe milhares, de lusófonos conectados, alguns tão distantes de sua terra natal, aconchegados por sotaques, que, via rede mundial, trazem para casa cada um de nós, sem precisar atravessar mares e outras fronteiras. De forma suave, encontramos nosso porto seguro, abrandando corações e amores que ainda choram saudades…

Um livro e várias histórias, uma homenagem ao povo que invade prazerosamente nossos livros, coletâneas de paixão à flor da pele, aventuras, desventuras e um forte poder de sedução através das palavras repletas de sentido, articuladas entre futuro, passado e contemporâneo, sem perder o brilho poético.

Estamos verdadeiramente interligados por elos de uma mesma corrente literária e cultural. Embarque na leitura da Língua Portuguesa, os passaportes estão todos liberados. É relaxar e curtir…"

Leia no UOL Mais

MENSAGEM POÉTICA DE "EUDS MARTINERI"

COMO A FERRUGEM E A TRAÇA - CRÔNICA DE "DIAS CAMPOS", SÃO PAULO - BRASIL.


COMO A FERRUGEM E A TRAÇA.

Ontem fui ao clube. E lá tive o desprazer de reencontrar Arimaze. Concordo que o nome (mesopotâmico) causa justa estranheza. Mas, explico: se de um lado procurei acautelar-me de uma futura ação indenizatória, preservando-lhe a identidade, de outro, foi ele quem mais se aproximou dos meneios com que ainda sou obrigado a conviver, em razão das circunstâncias.
E não foi fácil achar um bom representante. De primeiro, pensei em Salieri. Mas Mozart advertiu-me ser óbvia a ilação, o que não respaldaria a criatividade deste texto. Ao depois, cogitei em Juliana, a ex-empregada de Luísa. Mas veio Eça e me confidenciou que o primo Basílio tudo fizera para esquecer aquele arroubo, e não convinha que fosse desenterrado. Fui, então, à Grécia Antiga, e achei em Ftono a luva que servia. Nix, a personificação da noite, instou-me a que não envolvesse o nome de seu filho, pois ainda se ressentia dos dissabores que suas provocações infligiram às deusas Atena e Hera. Por fim, pedi licença a Voltaire, e este me apresentou àquele babilônio e a Zadig, o objeto de sua inveja. Encontrava a expressão que me faltava.
Mas se fiquei indisposto, hoje me revigoro, e esta crônica é a sua consequência. Dessa forma, faço a seguinte pergunta, que endereço a Arimaze, onde quer que se encontre: Numa relação entre invejoso e invejado, quem é que sofre? E antes que os milionésimos de segundo tragam a ululante resposta, Fr. Luiz de Souza se interpõe e, como que repetindo Antístenes, o pupilo de Sócrates, pontifica: “Assim como o ferro se consome com a ferrugem, assim o invejoso se está consumindo com a inveja.”
E diante do insofismável, que dizer ao súdito do longínquo império? Que seu ilusório senso de superioridade nada mais é do que uma das muitas máscaras com que a inveja lhe encobre as fuças? Que “A inveja é uma confissão de inferioridade”, como afirmou Philarete Chasles? Que “Onde há inveja, não há amizade”, como cantou Camões?
Quem sabe não seria o caso de pensar em Goethe, e, como Werther, seguir lendo o meu Homero. Afinal, se o próprio autor de Ilíada e de Odisseia atestou que “O invejoso emagrece com a gordura alheia”, nada mais prático do que me sentar, folhear, e dar tempo ao inexorável definhamento.
Talvez fosse melhor enfatizar – quiçá, ensinar – que a saúde dos portadores da “traça do talento”, como diria Campoamor, debilita-se com o tempo, a exemplo do aclarado no brilhante ensaio As mil e uma faces da Inveja, da lavra do Dr. Roque Theophilo, em que o ilustre professor demonstra serem eles geralmente ansiosos, tristes, revoltados, e muito mais vulneráveis às moléstias infecciosas, tais como a gripe, a herpes, e às doenças psicossomáticas, que podem acarretar câncer.
Há quem sugerisse lembrar da empatia, e, com isso, procurar sentir-lhe compaixão. Belo pensamento. No entanto, sou forçado a questionar-me: Tenho abnegação bastante? Confesso que não.
Cuidado, Arimaze, pois no conto em que você existiu, o iluminista francês escreveu que “O invejoso morreu de raiva e de vexame”...! Não é uma ameaça. É uma advertência.
De outra parte, alguém poderia cogitar da soberba, a prima irmã do “Gigante Rubro”, de Mira y Lopes. Concluiria, assim, que o autor é uma alma insatisfeita, e que supõe invejosos ao seu redor. Ora, por uma questão de equidade, e porque não temo a réplica, de antemão disponibilizo esse mote a Arimaze, rogando-lhe, contudo, que medite sobre o que aqui foi pincelado.


DIAS CAMPOS

Dias Campos
Escritor, advogado, ex-professor universitário. Autor do romance As Vidas do Chanceler de Ferro, Chiado Editora, 2009; Vencedor do Concurso Mundial de Cuento y Poesía Pacifista, modalidade Conto em Português, 2010; 3º colocado no II Prêmio Araucária de Literatura, 2011, com o conto "A Derrama". Membro da Associação Internacional de Escritores e Acadêmicos.

domingo, 21 de agosto de 2011

Luso-brasileiro André Ayel busca raízes em Portugal e relata história na rede.


"Parece roteiro de novela "- escreve o cantor luso-brasileiro André Ayel (nome artístico de Ricardo Oliveira), que atravessou o Oceano em busca das suas raízes do outro lado do Atlântico."Fui sendo sutilmente "levado", sem saber de nada, para a Paróquia de São Martinho de Lordelo do Ouro (foto).

Não poderia imaginar o que iria acontecer. Procurando pela história do meu pai, cheguei à Junta de Freguesia, onde me informaram que eu deveria me dirigir ao Arquivo do Porto. Massssss... me veio a vontade de conhecer aquela, justamente aquela Igreja que do outro lado da rua eu avistava. Sei lá... Me deu uns arrepios.

Fui caminhando, caminhando, caminhando e... quando dei por mim já estava com os pés no terreno ao lado da Igreja. Mera "curiosidade"? Sabendo-se que existem outras Igrejas em Lordelo, humanamente falando, pode-se dizer que sim.

Aí está a história da minha música, POR ESSE AMOR. Sem que eu pudesse imaginar, minha música virou  profecia. E se cumpriu."

Veja aqui

MENSAGENS POÉTICAS PARA DESCONTRAIR

Uma Trova Nacional 
No banheiro se deu mal 
a coitada desatenta, 
usando, justo, o jornal 
onde enrolara a pimenta...

Wanda Horilda de Lima/MG


Uma Trova Potiguar
Tudo sobe!... A carestia
na feira já me derruba.
Só não sobe todo dia
o que eu preciso que suba!
Clarindo Batista/RN

Uma Trova Premiada
2007 > Bandeirantes/PR
Tema > PIRRAÇA > M/H.

A Rosa, só por pirraça,
ao seduzir o Zezinho,
pôs Viagra na cachaça
e o bebê nasceu “bebinho”.

Wandira F. Queiroz/PR

Uma Trova de Ademar
A minha sogra assanhada,
no barracão da Mangueira,
foi muito mais apalpada
do que laranja na feira!...
Ademar Macedo/RN

...E Suas Trovas Ficaram
"Abre, meu bem, a janela,
me esquenta que a neve cai..."
Quem abriu foi a mãe dela,
quem me esquentou foi o pai!
Aprygio Nogueira/MG

Simplesmente Poesia
MOTE:
Você já não me procura...
Também...Você não se esconde!

GLOSA:
Em noite bastante escura,
ouvi “Zefa” reclamando:
Eu já nem sei desde quando
você já não me procura.
A vista ficou escura
procurei chão, não sei onde,
mas o poeta responde
com seu jeito bonachão
dando outra explicação:
Também...Você não se esconde!
Francisco Macedo/RN

Soneto do Dia
UM VICE-VERSA... AO CONTRÁRIO:
Heloisa Zanconato/MG

Amigo Zé Maria que surpresa,
saber-te um Casanova aposentado,
pois, sempre, existe alguma brasa acesa
por baixo do carvão enfumaçado.

Se quem foi rei não perde a realeza,
um pau-de-lei não morre carunchado
e uma viril pistola portuguesa
não vive de gatilho enferrujado...

Esquece a ostoporose... a catarata
e sai, enfim, atrás de uma mulata
que tope um “ti-ti-ti” num canto escuro...

Pois, para um português de nome honrado,
melhor ficar com fama de tarado...
que ser considerado um dedo “duro”!